Jornalistas usam redes sociais para comentar morte de cinegrafista da Band
Após o o Hospital Municipal Souza Aguiar confirmar, nesta segunda-feira (10/2), a morte cerebral de Santiago Andrade, cinegrafista da Band, atingido por um rojão, durante manifestação contra o aumento da passagem de ônibus no Rio de Janeiro (RJ), diversos profissionais de imprensa comentaram o fato, alarmados com a violência.
Em seu em O Globo , Miriam Leitão, disse que a morte do cinegrafista deve causar reflexão sobre o momento atual do País. "Lutamos para que as pessoas pudessem se manifestar, mas manifestação com agressão pode causar a morte de inocentes ou de trabalhadores. A manifestação é uma ferramente democrática, tem que acontecer, faz parte do processo democrático manifestar o desagrado, mas não atacando os profissionais de imprensa".
A jornalista relembra o elevado números de jornalistas vítimas tanto da PM, quanto dos manifestantes desde os protestos em julho de 2013. Além disso, destaca que é preciso preservar o direito de manifestação e a liberdade de imprensa, desde que "não existam vítimas inocentes e entre os que estão trabalhando para informar o resto da população".
Mário Magalhães mostrou indignação pela forma como Santiago Andrade morreu. Em seu , o jornalista ressaltou que o cinegrafista foi assassinado. Após criticar a ação da ala de manifestantes que têm ido às ruas de forma violenta, ele defende a parcela que tem protestado legitimamente.
O blogueiro ressalta que "os sindicatos dos jornalistas não podem contemporizar com bandos de alma fascista". E conclui que o exemplo de Santiago "para sempre, inspirará aqueles que batalham pela liberdade de informar e contar histórias".
O professor e jornalista Leonardo Sakamoto usou seu perfil no para comentar a morte do repórter cinematográfico. Na sua opinião, se o profissional morto pertencesse a outra classe, "teríamos protestos ou uma ação coletiva mais forte para alterar o curso do que está acontecendo". No entanto, como se tratam de jornalistas feridos, jornalistas mortos, "abaixamos a cabeça, esperamos que nos digam o que fazer e torcemos para que, na próxima vez, não seja conosco".
O falecimento do repórter também foi tema do de Kennedy Alencar, da rádio CBN. Relacionando o caso com a tese filosófica de Hannah Arendt, o jornalista diz que trata-se de "um caso típico de banalidade do mal. Sem refletir sobre as consequências de seus atos, o jovem descrito como educado e calmo cometeu um crime grave".
Na opinião dele, o Brasil tem um desafio, ou seja, "impedir que a violência seja de manifestantes, seja da polícia, seja de justiceiros, se transforme no combustível para macular a democracia, permitindo que pessoas seja feridas e mortas por um ato de maldade".
No Twitter
Segundo Alexandre Praetzel, repórter da rádio Bandeirantes, "O jornalismo está de luto.Brasil, terra sem lei e impunidade".
O sociólogo Emir Sader disse que a morte do profissional deveria ser respondida com "uma grande mobilização pela paz no Rio".
José Calil, comentarista da rádio Transamérica, questionou. "O Brasil é um dos campeões mundiais de agressões e mortes de jornalistas em serviço. Agora foi o cinegrafista da Band. Quem será o próximo?".
Diretor de redação do Destak , Márvio dos Anjos comentou: "Não é a morte de um colega de profissão que me abala. É a morte de um INOCENTE, numa trama densa de interesses difusos e violências.
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