Jornalistas tunisianos fazem greve em protesto à violência no país
Jornalistas tunisianos fazem greve em protesto à violência no país
Na última terça-feira (11), um grupo de jornalistas tunisianos iniciou greve com o apoio do Sindicato Nacional dos Jornalistas Tunisianos (SNJT) e a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ). O motivo da paralisação é a censura e a violência das forças policiais utilizada com os manifestantes antigoverno, que protestam contra a corrupção e violência no país.
No primeiro dia da paralisação, um grupo de policiais cercou a sede do SNJT em Tunis, capital da Tunísia. A FIJ também aproveitou o protesto para lançar um apelo em favor da libertação do correspondente do canal Tunisian Dialogue, Fahem Boukadous, que foi preso em 2008 após noticiar manifestações públicas contra o desemprego e a corrupção no país.
A violência se intensificou no país no final de dezembro quando o desempregado Mohamed Bouazizi se suicídio após ter sido impedido de vender frutas sem licença, reflexo da crise econômica que vive o país.
Nesta sexta-feira (14), o presidente Zine el Abidine Ben Ali, no poder há 23 anos, renunciou após deixar o país rumo a Malta, em função dos protestos contra os preços altos e o desemprego. Segundo a rede de televisão Al Jazeera o exército tomou o país e o espaço aéreo está fechado.
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