Jornalistas sofrem abusos das forças de segurança da Autoridade Palestina

Jornalistas sofrem abusos das forças de segurança da Autoridade Palestina

Atualizado em 07/04/2011 às 12:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Jornalistas palestinos na região da Cisjordânia têm sido injustamente presos e abusados por agências de segurança palestina, informa o The New York Times , segundo relatório da organização Humans Right Watch (HRW) divulgado na quarta-feira (6). O aumento das repressões aos jornalistas está implicando em autocensura e silêncio dos correspondentes locais, o que compromete a livre troca de informações.
O relatório intitulado "No News, Good News" fala sobre abusos que os jornalistas têm sofrido por supostas ligações com o Hamas, grupo terrorista que domina região de Gaza. O relatório acusa o Hamas de assédio e perturbação da liberdade de expressão ao banir meios de comunicação contrários e deter jornalistas.
Há também menção ao embate de poder dos dois poderes dominantes nas regiões palestinas. A Autoridade Palestina (ANP) baniu jornais e transmissões de veículos associados ao Hamas; o Hamas baniu de Gaza veículos associados ao Fatah (poder dominante na Cisjordânia). As agências de segurança em Gaza entram nas casas de jornalistas, confiscam, destroem seus materiais e os levam para interrogatório.
A HRW afirma no documento que "o assédio e abuso aos jornalistas tentam prevenir a liberdade de expressão e questionam assuntos de relevância pública, além de punir escritores somente por causa de seus comentários críticos à Autoridade Palestina ou ao suposto apoio a seus rivais políticos"
O primeiro ministro da ANP, Salam Fayyad disse que ainda não leu o relatório, mas declarou "que a proteção das liberdades, especialmente a de expressão, é definitivamente uma prioridade. Temos uma situação política carregada [...], Mas, se houve abusos, nós exigiremos que os responsáveis sejam apontados".
O relatório clama aos EUA e Europa a condicionarem seu apoio às agências de segurança palestinas (Os EUA destinaram US$400 milhões para agências de segurança palestinas nos últimos anos), somente concedendo-o no caso de as autoridades aceitarem investigar os responsáveis por torturas e outros abusos e tomarem medidas efetivas.



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