Jornalistas são escoltados e monitorados via satélite após assaltos na África do Sul

Jornalistas são escoltados e monitorados via satélite após assaltos na África do Sul

Atualizado em 18/06/2010 às 19:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Para enfrentar a série de assaltos e furtos na África do Sul contra profissionais de imprensa, empresas de comunicação investiram emergencialmente em segurança e até ofereceram treinamento estratégico a seus funcionários.

A agência de notícias Reuters ofereceu um curso de segurança em Johanesburgo com uma empresa inglesa a seus jornalistas e repórteres fotográficos. Segundo informa o portal UOL, os palestrantes eram integrantes da polícia inglesa Scotland Yard.

A Reuters investiu, ainda, em monitoramento de seus funcionários por meio dos telefones celulares, que não devem ser desligados em momento algum. O aparelho envia sinais de hora em hora informando onde o usuário está.

Caso ele esteja em um local fora do previsto no cronograma de cobertura ou não enviar o sinal no horário determinado, os seguranças contratados pela agência fazem uma busca pelos funcionários.

As medidas de segurança preveem, ainda, escolta a locais afastados e a proibição dos jornalistas de dirigirem sozinhos à noite. A movimentação dos funcionários também fica sujeito à aprovação dos chefes de segurança.

Jornalistas brasileiros

Na última quinta-feira (17), em Johanesburgo, o hotel Garden Court, que hospeda os quatro jornalistas brasileiros - entre eles, Juca Kfouri - que tiveram seus pertences roubados de dentro dos cofres de seus quartos, devolveu aos profissionais a quantia em dinheiro equivalente aos prejuízos e anunciou a demissão de um de seus funcionários.

Segundo informou Kfouri, o próprio hotel ficará responsável pelo registro da ocorrência. O jornalista declarou em seu blog no portal UOL, que a solução encontrada pelo Garden foi de "gente séria".

O ressarcimento dos jornalistas ocorreu um dia antes do fim do prazo estabelecido pelo hotel.

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