Jornalistas são detidos na Turquia por "questionamentos" e tuíte "ofensivo"
A jornalista turca Pinar Ogunc, do jornal Cumhuriyt, afirmou nesta quarta-feira (17/6) que ela e outros dois repórteres foramdetidos na última terça (16/5) na cidade de Akçakale, na fronteira com a Síria, por questionarem o governador Izettin Kuçuk sobre a possibilidade de militantes do Estado Islâmico se infiltrarem na Turquia.
Atualizado em 17/06/2015 às 18:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
jornal Cumhuriyt , afirmou nesta quarta-feira (17/6) que ela e outros dois repórteres foram detidos na última terça (16/5) na cidade de Akçakale, na fronteira com a Síria, por questionarem o governador Izettin Kuçuk sobre a possibilidade de militantes do Estado Islâmico se infiltrarem na Turquia.
De acordo com a Associated Press, os três jornalistas cobriam a tomada da cidade de Tal Abyad, na Síria – que até então estava sob o domínio da facção islâmica – pelo exército curdo. Após o ocorrido, os repórteres questionaram o governador sobre a possibilidade "dos militantes do Estado Islâmico escaparem pela fronteira e se infiltrarem na Turquia", o que poderia representar uma ameaça.
Segundo Pinar, os três foram repreendidos por funcionários do governo e, em seguida, encaminhados à delegacia de polícia, onde ficaram detidos por algumas horas. O gabinete de Kuçuk negou as acusações de que os jornalistas tivessem sido presos, justificando que eles foram apenas "submetidos a um controle psicológico por conta da 'sensibilidade' na região, após o conflito".
Repressão
Nesta quarta, o jornal Zaman confirmou que o tribunal de Ancara, na capital da Turquia, condenou o jornalista Bulent Kenes por "insulto" ao presidente Recep Tayyip Erdogan.
De acordo com a Associated Press, os três jornalistas cobriam a tomada da cidade de Tal Abyad, na Síria – que até então estava sob o domínio da facção islâmica – pelo exército curdo. Após o ocorrido, os repórteres questionaram o governador sobre a possibilidade "dos militantes do Estado Islâmico escaparem pela fronteira e se infiltrarem na Turquia", o que poderia representar uma ameaça.
Segundo Pinar, os três foram repreendidos por funcionários do governo e, em seguida, encaminhados à delegacia de polícia, onde ficaram detidos por algumas horas. O gabinete de Kuçuk negou as acusações de que os jornalistas tivessem sido presos, justificando que eles foram apenas "submetidos a um controle psicológico por conta da 'sensibilidade' na região, após o conflito".
Repressão
Nesta quarta, o jornal Zaman confirmou que o tribunal de Ancara, na capital da Turquia, condenou o jornalista Bulent Kenes por "insulto" ao presidente Recep Tayyip Erdogan.
Kenes teria sido condenado a 21 meses de prisão por um tuíte no qual afirmava que "um político respeitado seria motivo de vergonha para sua mãe". Kenes não revelou o nome do político e foi acusado por supostamente ter "insultado a honra de um funcionário público".





