Jornalistas são agredidos por seguranças em debate de presidenciáveis na CNBB

Seguranças agrediram profissionais da imprensa e uma repórter do jornal Folha de S.Paulo acabou ferida no braço

Atualizado em 17/09/2014 às 09:09, por Alana Rodrigues*.

A entrada de profissionais de imprensa no estúdio da TV Aparecida para a cobertura do debate entre os presidenciáveis, promovido pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), terminou em confusão na noite da última terça-feira (16/9), quando seguranças da Presidência da República agrediram jornalistas.
Crédito:Divulgação Jornalista tiveram atritos com seguranças para acompanhar debate na CNBB
A repórter Marina Dias, do jornal Folha de S.Paulo, foi uma das agredidas. À IMPRENSA, ela relatou que, ao ser impedida de entrar no local, foi agarrada pelo pulso por um segurança da Presidência que tentava dar uma rasteira para derrubá-la. Após questionar a conduta do agente, foi empurrada contra uma parede. Com a confusão, a jornalista teve o braço cortado. "Foi uma agressão gratuita", lamenta.
Segundo ela, cerca de dez minutos antes do debate a organização do evento resolveu liberar a entrada para cinegrafistas e fotógrafos, mas os jornalistas não foram informados previamente que não poderiam acompanhar o debate dentro do estúdio, o que provocou o tumulto.

"Vi outros jornalistas serem agredidos também. Os seguranças tentaram conter a situação com empurrões. E comigo passou do limite", disse. A equipe do jornal, que chegou a gravar a ação, não conseguiu localizar o agressor após o ocorrido.

Segundo a Folha, o responsável pela segurança da Basílica de Aparecida (SP), José Guedes Filho, alegou que a infraestrutura da entrada e saída do local foi feita pela Presidência da República. A campanha de Dilma Rousseff (PT), no entanto, informou que sua segurança apenas seguiu a orientação dos organizadores do evento, de que somente cinegrafistas e fotógrafos poderiam entrar no local.
Já a assessoria de Dilma disse que não houve orientação para barrar a imprensa e afirmou que o tumulto ocorreu porque alguns jornalistas tentavam entrar onde não eram autorizados. A organização do evento havia distribuído pulseiras para que os profissionais pudessem entrar e determinou que os demais jornalistas acompanhassem em uma área isolada, no lado de fora.
Além da presidente Dilma, participaram do encontro Mariana Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Eduardo Jorge (PV), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC).
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.

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