Jornalistas são agredidos por PMs durante manifestação contra a Copa no RJ
Pelo menos 11 profissionais ficaram feridos.
Atualizado em 14/07/2014 às 09:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Pelo menos 11 jornalistas do jornal Corriere della Sera , SBT, portal Terra, Mídia Ninja e freelancers foram agredidos no último domingo (13/7) durante uma manifestação contra a Copa nas proximidades do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
Crédito:Agência Brasil Jornalistas foram agredidos por policiais durante manifestação no RJ
De acordo com a Folha de S.Paulo , o ato terminou em confronto quando a Polícia Militar (PM) utilizou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar os manifestantes que iniciaram o protesto na praça Saens Peña, na Tijuca, e seguiram por cerca de 200 metros na rua Conde de Bonfim.
O primeiro jornalista agredido foi o fotógrafo peruano Boris Mercado. A ação ocorreu quando ele fazia imagens do primeiro foco de conflito. Ele foi cercado e chutado por policiais em frente à entrada da estação Saens Peña.
Instantes depois, o fotógrafo Leo Corrêa foi atingido com spray de pimenta e foi detido por policiais que ordenaram que ele retirasse sua máscara. O profissional foi liberado somente após ter sua mochila revistada.
O colaborador do Coletivo Mariachi, Loloano Silva, fraturou o antebraço e foi levado para o hospital Souza Aguiar, no centro da cidade. Além dele, o fotógrafo freelancer canadense Jason O'Hara foi ferido com cassetetes e estilhaços de bomba de efeito moral, no momento em que registrava a prisão de um manifestante.
Em sua no Facebook, a fotógrafa freelancer Ana Carolina Fernandes, que trabalha para a Reuters e outros veículos, também relatou a violência dos policias. Enquanto registrava o ato, ela caiu no chão e teve sua máscara de gás puxada por um policial, que também disparou um jato de spray de pimenta em seus olhos.
A profissional menciona as agressões contra o colega O' Hara e Filipe Peçanha, do Mídia Ninja, que segundo ela, "foram brutalmente espancados". A publicação é seguida de uma foto que ela fez de uma policial apontando o dedo médio. "Esse tipo de agressão silenciosa dessa foto, vindo de uma mulher, é uma violência muito maior", completou.
Em nota, a PM informou que encaminhará à Corregedoria todas as denúncias de excesso na ação dos policiais.
Radialista é presa durante operação “Firewall 2”
A radialista Joseane Freitas, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), do Rio de Janeiro (RJ), foi presa no último sábado (12/7) durante a operação “Firewall 2”, da Polícia Civil, que apura atos e manifestações violentas.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) e a Comissão dos Empregados da EBC, cobram da empresa medidas e apoio à funcionária e à família dela. De acordo com o advogado da radialista, Lucas Sada, é difícil entender a acusação, uma vez que a decisão judicial não é clara sobre as condutas.
Segundo a Folhapress, 19 pessoas foram presas sob acusação de formação de quadrilha armada por envolvimento em atos de vandalismo nas manifestações do ano passado. Todos foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Bangu.
Crédito:Agência Brasil Jornalistas foram agredidos por policiais durante manifestação no RJ
De acordo com a Folha de S.Paulo , o ato terminou em confronto quando a Polícia Militar (PM) utilizou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar os manifestantes que iniciaram o protesto na praça Saens Peña, na Tijuca, e seguiram por cerca de 200 metros na rua Conde de Bonfim.
O primeiro jornalista agredido foi o fotógrafo peruano Boris Mercado. A ação ocorreu quando ele fazia imagens do primeiro foco de conflito. Ele foi cercado e chutado por policiais em frente à entrada da estação Saens Peña.
Instantes depois, o fotógrafo Leo Corrêa foi atingido com spray de pimenta e foi detido por policiais que ordenaram que ele retirasse sua máscara. O profissional foi liberado somente após ter sua mochila revistada.
O colaborador do Coletivo Mariachi, Loloano Silva, fraturou o antebraço e foi levado para o hospital Souza Aguiar, no centro da cidade. Além dele, o fotógrafo freelancer canadense Jason O'Hara foi ferido com cassetetes e estilhaços de bomba de efeito moral, no momento em que registrava a prisão de um manifestante.
Em sua no Facebook, a fotógrafa freelancer Ana Carolina Fernandes, que trabalha para a Reuters e outros veículos, também relatou a violência dos policias. Enquanto registrava o ato, ela caiu no chão e teve sua máscara de gás puxada por um policial, que também disparou um jato de spray de pimenta em seus olhos.
A profissional menciona as agressões contra o colega O' Hara e Filipe Peçanha, do Mídia Ninja, que segundo ela, "foram brutalmente espancados". A publicação é seguida de uma foto que ela fez de uma policial apontando o dedo médio. "Esse tipo de agressão silenciosa dessa foto, vindo de uma mulher, é uma violência muito maior", completou.
Em nota, a PM informou que encaminhará à Corregedoria todas as denúncias de excesso na ação dos policiais.
Radialista é presa durante operação “Firewall 2”
A radialista Joseane Freitas, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), do Rio de Janeiro (RJ), foi presa no último sábado (12/7) durante a operação “Firewall 2”, da Polícia Civil, que apura atos e manifestações violentas.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) e a Comissão dos Empregados da EBC, cobram da empresa medidas e apoio à funcionária e à família dela. De acordo com o advogado da radialista, Lucas Sada, é difícil entender a acusação, uma vez que a decisão judicial não é clara sobre as condutas.
Segundo a Folhapress, 19 pessoas foram presas sob acusação de formação de quadrilha armada por envolvimento em atos de vandalismo nas manifestações do ano passado. Todos foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Bangu.





