Jornalistas são agredidos por manifestantes pró-Lula. Entidade repudia violência contra imprensa

Abraji exige que agressores sejam identificados e punidos

Atualizado em 06/04/2018 às 15:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Jornalistas são agredidos por manifestantes pró-Lula em em Brasília e São Bernardo do Campo. Abraji repudia violência contra imprensa. Uma equipe do jornal Correio Braziliense, foi agredida por manifestantes contrários à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Crédito:CB/D.A. Press
Segundo informações publicadas no site da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), um veículo do jornal foi cercado por aproximadamente 30 manifestantes em frente à sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Brasília. No interior do automóvel, que teve o vidro traseiro quebrado, estavam uma repórter, uma fotógrafa e o motorista do jornal.
Ninguém ficou ferido durante o episódio. A Polícia Civil do Distrito Federal foi acionada e a equipe do Correio Braziliense registrou a ocorrência na Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado.
Uma equipe do SBT também chegou a ser cercada por manifestantes. Um fotógrafo da Reuters foi hostilizado e teve de deixar o local.
Em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, o fotógrafo Nilton Fukuda, da Agência Estado, foi atingido com ovos enquanto registrava a movimentação dos manifestantes em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde estava Lula. A repórter Sandra Blota, da Band, também foi atacada com ovos.
A Abraji divulgou nota de repúdio às agressões e hostilidades às equipes do Correio Braziliense e do SBT, ao fotógrafo da Reuters, a Nilton Fukuda e a Sonia Blota. "A violência contra profissionais da imprensa é inaceitável em qualquer contexto. Impedir jornalistas de exercer seu ofício é atentar contra a democracia. Os autores devem ser identificados e punidos pelas autoridades".