Jornalistas são agredidos durante cobertura de eleições presidenciais no Senegal

O Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) solicitou às autoridades do Senegal que investigem os recentes ataques contra a imprensa para garantir que informações sobre as eleições presidenciais sejam veiculadas livremente, uma vez que a PANA, grupo de defesa dos direitos da imprensa, registrou 12 incidentes de ameaça e agressões físicas contra repórteres na cobertura da campanha eleitoral do país.

Atualizado em 02/03/2012 às 10:03, por Redação Portal IMPRENSA.

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A candidatura de Abdoulaye Wade para um terceiro mandato tem rendido inúmeras manifestações após membros do Conselho Constitucional, nomeados por ele, validarem sua candidatura afirmando que a limitação de dois mandatos não se aplicava a ele. Os atos violentos para reprimir as reinvidicações resultou na morte de seis pessoas e dezenas de feridos, dentre eles o correspondente da Agence France Press (AFP), Malick Rokhy.

Outras duas repórtes do jornal senegalês Le Populaire , Aminatou Ahane e Adama Aidara Kanté, também foram agredidas por forças de segurança. Fora de Dakar, três estações regionais da Radiotelevisão Pública, a RTS, que é considerada favorável ao Governo de Wade, foram atacadas por agressores não identificados. E o fotógrafo francês, Romain Laurondeau, ficou ferido durante manifestações contra a candidatura de Wade.

Segundo o CPJ a maior parte dos ataques contra jornalistas parte dos membros das forças de segurança ou do partido do poder. "Condenamos estes atos de intimidação e violência contra jornalistas no quadro das eleições presidenciais no Senegal e apelamos às autoridades para investigar sobre estes ataques e processar os seus autores", declarou o coordenador do CPJ na África, Mohamed Keita.

Com informações da Angola Press