Jornalistas repercutem a morte de Armando Nogueira

Jornalistas repercutem a morte de Armando Nogueira

Atualizado em 29/03/2010 às 13:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Na manhã desta segunda-feira (29), o Brasil perdeu uma de suas grandes referências no Jornalismo. O jornalista e cronista esportivo Armando Nogueira (83) vítima de um câncer no cérebro.
Um dos criadores do "Jornal Nacional" e "Globo Repórter" e dono de um texto que fugia da obviedade do jornalismo esportivo, Nogueira foi, por 25 anos, diretor de Jornalismo da TV Globo. Escreveu dez livros e esteve em todas as Copas do Mundo desde 1954, seja como fotógrafo, repórter ou comentarista.
O corpo de Armando Nogueira é velado no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), e o sepultamento acontece na próxima terça (30), ao meio-dia, no cemitério São João Batista, em Botafogo.
Abaixo, leia os comentários de alguns jornalistas sobre a morte de Nogueira.
Divulgação
Juca Kfouri
Juca Kfouri (ao Portal IMPRENSA)
"Olha, para mim é difícil ser, digamos, objetivo em relação a ele. Tenho um profundo carinho por ele, acho que o Armando pagou um preço alto por ser um pragmático por dirigir o principal jornal do Brasil durante um tempo duro na ditadura e isso fez com que tivesse muita incompreensão contra ele.
Ele zelou fielmente pela empresa em que trabalhou, ao mesmo tempo, em que tratou de proteger pessoas que eram perseguidas pela ditadura.
Morre um jornalista talentosíssimo e um grande cidadão brasileiro".
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Fernando Mitre (ao Portal IMPRENSA)
"O Armando Nogueira era um jornalista brilhante sobre todos os pontos de vista, a começar por um texto de altíssimo nível. A presença dele irradiava a redação.
Era um grande amigo, grande companheiro, muito criativo no comando de redação. Dirigiu o Jornalismo da Globo em um momento muito difícil e se comportava com muita dignidade".
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Milton Neves (em seu blog)
"O Brasil amanheceu mais triste hoje.
Perdemos nosso querido e respeitadíssimo Armando Nogueira. Poeta na alma e jornalista no coração, o bom Armando lutava contra um câncer desde 2007. Luta em vão contra essa maldita doença, mas que nos brindou com alguns anos a mais de sua agradável companhia.
Diretor da 'Central Globo de Jornalismo' de 1966 a 90, Armando foi o criador do 'Jornal Nacional' e do 'Globo Repórter', até hoje sucessos na grade da TV Globo.
Foi dele também a histórica narração em primeira pessoa do famoso episódio da Rua Toneleiros, em Copacabana (RJ), quando testemunhou o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda. No dia seguinte, o incidente foi detalhado por Armando no 'Diário Carioca'.
Também de sua autoria foi a célebre frase sobre o Anjo de Pernas Tortas, de Vinicius de Moraes. "Para Garrincha, a superfície de um lenço era um latifúndio", dizia o grande Armando.
Um jornalista com formação em direito.
Um poeta, no coração e na alma.
Fique com Deus, Mestre Armando Nogueira!"
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William Bonner ---- (ao G1)
"Pessoalmente, foi sob sua gestão que eu surgi na Globo, em 1986, e foi pelas mãos dele que eu vim pro Rio, em 1989, onde vivo até hoje e construí minha família"
Ele me abriu as portas da TV Globo e me ensinou a fazer telejornalismo. Se tenho algum nome hoje nesse mercado foi porque ele me ajudou a construir", sintetizou. "Ele foi um artista da crônica esportista, com um texto que era, sem exageros, um diamante. ***********************
Glenda Kozlowsk i
"Armando Nogueira! Querido! O céu ganha mais uma estrela! Um gênio se foi... Sorte nossa que as suas palavras são eternas"
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Pedro Bial (à Globo News)
"Estou emocionado porque é como perder um pai. Armando Nogueira é prova atuante de que você pode fazer jornalismo de qualidade e também usar a língua portuguesa com seus melhores recursos e as mais belas palavras".
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