Jornalistas pedem desculpas às vítimas da ditadura chilena por difundirem notícias falsas
Jornalistas pedem desculpas às vítimas da ditadura chilena por difundirem notícias falsas
Familiares de vítimas da ditadura chilena receberam um pedido de desculpas dos jornalistas do país por todas as mentiras difundidas por órgãos de comunicação durante o mandarinato de Augusto Pinochet (1973-1990).
O pedido foi feito pelo presidente do Colégio de Jornalistas do Chile (CPC), Luis Conejeros, que lamentou o fato de a própria instituição não ter se posicionado e tomado uma atitude ética na época.
Oito jornalistas foram punidos pelo CPC com suspensão e censura pública pela divulgação das informações falsas. Dois foram declarados inimputáveis por falecimento e uma jornalista foi absolvida por falta de provas.
Os processos foram iniciados pelas famílias das vítimas, que buscaram nos tribunais normais e na instância que rege os jornalistas responsabilizar judicialmente os profissionais de imprensa acusados por violação de direitos humanos.
As vítimas foram representadas por Roberto D'Orival, em nome dos familiares de 119 desaparecidos na Operação Colombo, e por Isabel Gallardo, que falava em nome das famílias de seis dissidentes esquerdistas assassinados pela polícia secreta e falsamente apresentados pela imprensa como mortos em confrontos com agentes do Estado.
As informações são do Sindicato dos Jornalistas de Portugal
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