Jornalistas pedem a ONU para considerar profissão como atividade de alto risco no México
Jornalistas pedem a ONU para considerar profissão como atividade de alto risco no México
Jornalistas de Ciudad Juárez, cidade considerada como a mais violenta do México, pediram a Organização das Nações Unidas (ONU) para que o Jornalismo seja considerado atividade de alto risco e requisitaram apoio para que os profissionais de imprensa em situação de perigo sejam retirados do país.
De acordo com informações da agência EFE, o relator especial para a Liberdade de Expressão da ONU, Frank La Rue, discutiu a situação vivida na cidade com 20 repórteres, fotógrafos, editores e cinegrafistas de diferentes veículos de comunicação mexicanos.
Ao final do encontro, que durou duas horas, o relator afirmou que o local é "o mais crítico de todo o país" e reconheceu que os profissionais de imprensa correm sérios riscos ao exercer seu trabalho.
Os jornalistas que participaram da reunião com La Rue também pediram a ONU para pressionar o governo do México para a criação de medidas jurídicas que permitam a investigação de abusos contra profissionais de mídia.
Ciudad Juárez registrou 27 assassinatos de jornalistas como forma de intimidação, segundo o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ). Só em 2010, oito comunicadores foram mortos por criminosos que podem ter ligação com o narcotráfico. Para o diretor do CPJ, Carlos Lauria, "a guerra ao narcotráfico também se converteu em uma guerra pelo controle de informação".
Segundo o jornal Folha de S.Paulo , foi instaurada a "narcocensura" na região norte do México - que inclui Ciudad Juárez e Reynosa. O repórter do jornal independente Riodoce , Javier Valdez, afirmou que publica apenas "10% da informação" que apura: "Quando escrevo, não penso no diretor de redação ou no leitor. Penso no capo ( narcotraficante ). Essa é a nossa triste realidade. Mas ainda prefiro publicar 10% a me silenciar", disse Valdez.
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