"Jornalistas não têm que agradar ou desagradar a Sarney, Dolabella ou Caetano", diz Mônica Bergamo
"Jornalistas não têm que agradar ou desagradar a Sarney, Dolabella ou Caetano", diz Mônica Bergamo
O cantor baiano Caetano Veloso criticou, nesta quarta-feira (22), o trabalho jornalístico da Folha de S.Paulo . Em entrevista publicada na capa do caderno "Ilustrada", o artista classificou de "uma pobreza" a cobertura noticiosa do veículo da família Frias. Caetano ainda reforçou as críticas à jornalista Mônica Bergamo, autora de coluna no periódico.
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| Caetano Veloso |
"A moça não só não fez uma única pergunta como na terceira de umas cinco punha na minha boca frases que eu não disse. Ela tinha sido enviada por Mônica Bergamo, que mantém uma página de fofocas meio sociais, meio políticas e o fito era nitidamente me tratar como se eu fosse um misto de Sarney com Dado Doladella", desabafou o cantor. Caetano afirmou que, por excesso de pessoas em seu camariam, teria recusado previamente a entrevista com a repórter.
Na entrevista, Caetano disse que houve atrito entre ele e a repórter enviada ao local. O cantor havia pedido para que a jornalista deixasse o camarim, após repetidas abordagens sobre o mesmo tema. "Ao fim da quarta resposta, disse-lhe que fosse embora. Ela perguntou triunfante: Você está me mandando embora? Respondi que estava e insisti para que fosse logo. Depois a Bergamo foi para o rádio gritar meu nome com aquela voz de taquara rachada, competindo em demagogia e má-fé com o jornalista Ricardo (Boechat)", disse.
Caetano relatou ainda que, anteriormente ao episódio, teve seu nome envolvido em publicação da Folha sobre uso irregular de recursos para incentivo cultural. A polêmica reportagem citada pelo cantor se refere à turnê de seu mais recente álbum, intitulado "Zii e Zie". Reportagem assinada por Márcio Aith citara que os shows só puderam ser realizados mediante financiamento da Lei Rouanet.
Ouvida pela reportagem do Portal IMPRENSA, Mônica Bergamo aceitou as críticas, mas ressaltou o viés informativo do Jornalismo. "Caetano Veloso manifestou sua contrariedade. É legítimo e natural. Ele disse crer que nosso fito era trata-lo como 'um misto de Sarney com Dado Dolabella' e não gostou. Mas não negou uma única linha publicada pela Folha . Do ponto de vista profissional, creio, é o que importa. Jornalistas não têm que agradar ou desagradar a Sarney, Dolabella ou Caetano, mas relatar os fatos com precisão", disse a colunista.
Caetano é tema de documentário intitulado "Coração Vagabundo", que estreia nos cinemas na próxima sexta-feira (24). Empresas responsáveis pela produção tiveram incentivo fiscal na obra.
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