Jornalistas mulheres sofrem mais ameaças e ataques virtuais, diz entidade europeia
As redes sociais têm sido as principais plataformas para ameaças e ataques virtuais contra jornalistas mulheres, revelaram autoridades oficiais europeias.
“Eu recebi centenas de tuítes usando os termos mais obscenos de ameaças de morte e até de estupro”, denunciou a jornalista turca Amberin Zaman. As ameaças começaram depois de sua cobertura sobre os protestos que ocorreram em Istambul, em 2013.
Correspondente na Turquia da revista The Economist e colunista do jornal Taraf , ela contou que já “ameaçaram fazê-la sentar em uma garrafa de vidro quebrada” por causa de suas opiniões e textos publicados.
Recentemente, após reportar a repercussão dos atentados na França à redação da Charlie Hebdo e a um mercado kosher a jornalista contou ter sofrido mais uma leva de insultos. “As ameaças me fizeram ficar apavorada, temende por minha segurança física ao sair nas ruas”, confessou.
Para Dunja Mijatovic, representante do conselho de liberdade de imprensa da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), os abusos online contra jornalistas mulheres é “um fenômeno global que cresce rapidamente”.
"As jornalistas do sexo feminino que mais são alvos de abusos geralmente escrevem sobre crimes, política e temas sensíveis à sociedade, como dogmas e tabus”, diz Dunja, que conclui: esses ataques online não são endereçados ao conteúdo dos artigos, mas têm como objetivo degradar as jornalistas que escreveram”.





