Jornalistas mexicanos se reúnem para discutir mortes de colegas no país
Encontro reúne jornalistas mexicanos que visam divulgar histórias de profissionais de imprensa mortos para cobrar a elucidação dos fatos.
Atualizado em 24/07/2014 às 15:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
A situação da imprensa no México fez com que jornalistas se reunissem para discutir quais são as saídas para manter a profissão na região. Na cobertura de temas como a guerra do governo contra o narcotráfico, 56 repórteres já perderam a vida, de acordo com o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ). A iniciativa pretende divulgar casos e buscar suas soluções.
Crédito:Reprodução Página reúne casos de jornalistas mortos no México
Segundo a jornalista Sylvia Colombo, da Folha de S.Paulo , o projeto é uma associação voluntária de profissionais de comunicação, que mostra por meio de um site uma série de histórias de jornalistas mortos no país.
Na página há também informações atualizadas “pela paz no México” por meio de palestras, ciclos, reportagens e livros. “Se escreveu muito e se segue escrevendo, há trabalhos excelentes que chamam à reflexão”, conta a jornalista mexicana Lolita Bosch.
“Quando muitos dos grandes meios fecharam acordos com o governo para não publicar notícias negativas sobre a guerra, ou estão impedidos pela autocensura a que se impõem os mesmos jornalistas desses meios, é alentador ver trabalhos como os livros-reportagem que vêm saindo”.
Pela iniciativa são divulgados diversos trabalhos de jornalistas e cronistas que investigaram o narcotráfico e suas consequências, por meio de uma série de reportagens e obras que ajudam a dar visibilidade ao tema. É o caso de convidados do encontro “México em Trânsito”.
Entre eles, está Alejandro Almazán, vencedor do prêmio Gabriel García Márquez com a crônica “Carta desde la Laguna”, publicada na revista Gatopardo sobre a briga entre cartéis nos Estados de Coahuila e Durango, e Marcela Turati, fundadora do projeto .
“É importante levar o que passa ali para o exterior, os cidadãos mexicanos aqui na Espanha e em todo o mundo precisam saber”, diz Bosch. Sem sinalização de mudanças na política de ação contra o crime organizado mexicano, a jornalista acredita que este debate se faz necessário.
Crédito:Reprodução Página reúne casos de jornalistas mortos no México
Segundo a jornalista Sylvia Colombo, da Folha de S.Paulo , o projeto é uma associação voluntária de profissionais de comunicação, que mostra por meio de um site uma série de histórias de jornalistas mortos no país.
Na página há também informações atualizadas “pela paz no México” por meio de palestras, ciclos, reportagens e livros. “Se escreveu muito e se segue escrevendo, há trabalhos excelentes que chamam à reflexão”, conta a jornalista mexicana Lolita Bosch.
“Quando muitos dos grandes meios fecharam acordos com o governo para não publicar notícias negativas sobre a guerra, ou estão impedidos pela autocensura a que se impõem os mesmos jornalistas desses meios, é alentador ver trabalhos como os livros-reportagem que vêm saindo”.
Pela iniciativa são divulgados diversos trabalhos de jornalistas e cronistas que investigaram o narcotráfico e suas consequências, por meio de uma série de reportagens e obras que ajudam a dar visibilidade ao tema. É o caso de convidados do encontro “México em Trânsito”.
Entre eles, está Alejandro Almazán, vencedor do prêmio Gabriel García Márquez com a crônica “Carta desde la Laguna”, publicada na revista Gatopardo sobre a briga entre cartéis nos Estados de Coahuila e Durango, e Marcela Turati, fundadora do projeto .
“É importante levar o que passa ali para o exterior, os cidadãos mexicanos aqui na Espanha e em todo o mundo precisam saber”, diz Bosch. Sem sinalização de mudanças na política de ação contra o crime organizado mexicano, a jornalista acredita que este debate se faz necessário.





