Jornalistas lutam pela melhor imagem de Gisele Bündchen depois de uma coletiva fracassada no SPFW
Jornalistas lutam pela melhor imagem de Gisele Bündchen depois de uma coletiva fracassada no SPFW
No penúltimo dia de uma das maiores semanas de moda da América Latina, alguns fotógrafos e cinegrafistas faziam fila em frente à Sala 1 da Bienal do Ibirapuera já por volta das 14h.
Isso porque, perto das 21h, a modelo Gisele Bündchen desfilaria para a Colcci depois de três anos afastada do São Paulo Fashion Week. "Estou aqui desde cedo, quero o melhor lugar", afirmou ao Portal IMPRENSA uma repórter da revista IstoÉ Gente .
"Isso aqui está um caos". Essa era a frase mais proferida pelos jornalistas que estavam dedicados à cobertura do evento no último domingo (23). Na verdade, eles estavam ali para "cobrir" Gisele Bündchen e, para isso, foi marcada uma coletiva de imprensa exclusiva com a modelo, momentos antes dela dar seus passos na passarela.
Cerca de 400 jornalistas, dos mais de 2 mil que faziam a cobertura da semana de moda, estavam cadastrados para os vinte minutos de perguntas que seriam feitas para a top e para mais alguns minutos dedicados à sessão de fotos.
As filas de todas as equipes - tanto de jornalistas de meios impressos, como TV e online - começaram a se formar às 18h. A coletiva seria às 20h. Depois de um pequeno tumulto na entrada e de um atraso de cerca de trinta minutos, Gisele entrou acompanhada da estilista da Colcci e respondeu a algumas poucas perguntas dos jornalistas.
As pessoais eram proibidas e o que apareceu foi alguma coisa a respeito do meio ambiente, da saída de Marina Silva do Ministério e uma jornalista arriscou perguntar sobre contratos. "Não estou autorizada a falar sobre isso", disse Gisele.
Após os pontuais vinte minutos de muitos problemas com o áudio dos microfones, as perguntas foram encerradas e as fotos liberadas. O problema é que os fotógrafos e cinegrafistas estavam a quase quinze metros da modelo e tiveram que transportar toda a sua aparelhagem para registrar suas imagens.
No entanto, a assessoria de imprensa não levou em conta essa mobilização e encerrou a coletiva mesmo com alguns profissionais gritando e vaiando, já que não haviam conseguido fotografar a modelo de perto. "Que palhaçada", suspirou um dos fotógrafos já a caminho do desfile, na Sala 1.
Às 21h, os jornalistas já tinham sido liberados para entrar na sala onde a Colcci colocaria sua coleção nas passarelas, no entanto, o tumulto era grande e nem a metade dos profissionais com câmera haviam conseguido entrar. "O PIT tá bombando, não dá pra entrar mais", disse um segurança fazendo referência ao local onde os fotógrafos ficam durante os desfiles.
E assim, depois de horas na "cobertura de Gisele", filas e coletivas fracassadas, cinegrafistas e fotógrafos que conseguiram entrar se expremiam em frente às passarelas em busca do melhor ângulo. Muitos ficaram pra fora. Não conseguiram entra no PIT lotado.
Às 22h15, com 1h15 de atraso, as luzes se apagaram e os flashs dispararam - Gisele Bündchen entrava na passarela.
Já do lado de fora da Bienal, um paparazzo perguntou se "ela ainda estava lá dentro". "Ela" seria a Gisele? "Claro, lá dentro foi difícil fotografar com tanta bagunça, quero ver se pego ela no carro".
A maratona ainda não terminou. A próxima terça-feira (24) marcará o último dia de desfiles do SPFW e os jornalistas continuarão trabalhando. Entretanto, mais aliviados. "Nunca vi uma coisa dessas, isso aqui tá parecendo uma guerra", falava um cinegrafista enquanto se encaminhava para a saída do prédio da Bienal.
Crédito da foto: Marina Dias
Leia mais:






