Jornalistas gaúchos acusam Brigada Militar de cerceamento ao trabalho da imprensa
Jornalistas gaúchos acusam Brigada Militar de cerceamento ao trabalho da imprensa
O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul repudiou, nesta sexta-feira (17), a atuação da Brigada Militar no relacionamento com a imprensa durante protesto em frente à residência da governadora Yeda Crusius (PSDB). Segundo o órgão, durante mobilização por impeachment da tucana - realizado pelo Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) - houve cerceamento aos jornalistas e detenção de um fotógrafo que cobria o ato.
Na manhã da última quinta-feira (16), manifestantes se dirigiram à residência da governadora, solicitando impeachment por má administração na educação do estado. Houve tumulto entre a Brigada Militar e os manifestantes e seis pessoas foram presas. Durante o protesto, o Sindicato diz ter recebido vários telefonemas de jornalistas, criticando a atuação das autoridades de segurança.
| Roberto Vinícius/Agência Free Lancer |
| Caco Argemi fazendo sua identificação |
Após sucessivas ligações, o presidente do Sindicato, José Maria Rodrigues Nunes, foi encaminhado ao local. Segundo ele, os profissionais de imprensa que cobriam o incidente foram postos em um cordão de isolamento, os impedindo de se aproximar da propriedade da governadora.
Entrevistado pelo Portal IMPRENSA, Nunes afirmou ainda que o fotógrafo free-lancer Antônio Carlos Argemi, conhecido como Caco Argemi, foi detido pela Brigada Militar por desacato durante o protesto popular.
| Roberto Vinícius/Agência Free Lancer |
| Fotógrafo sendo levado pelo policiais |
"Isso é extremamente inaceitável em um país democrático. Até pelo fato de que os jornalistas estavam trabalhando", avaliou Nunes. O fotógrafo Caco Argemi prestou depoimento na 14º Delegacia de Polícia de Porto Alegre e foi liberado em seguida.
Argemi disse que pretende mover uma ação contra o estado pelo danos causados no incidente. "Eu só estava trabalhando. Não resisti à prisão e ainda mostrei minha credencial. Não sou moleque. Sou pai de família. Não merecia isso" desabafou o fotógrafo.
A manifestação culminou com a prisão de seis pessoas e teve a intervenção da governadora. Com cartaz em mãos e em companhia dos netos, a tucana criticou a organização do protesto. No texto, dizia: "Vocês não são professores. Torturam crianças. Abram alas que minhas crianças têm aula", em referência ao Centro de Professores.
| Roberto Vinícius/Agência Free Lancer |
| Argemi tenta argumentar com os policiais |
O Portal IMPRENSA vem realizando tentativas de contato com a assessoria da Brigada Militar e aguarda retorno.
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