Jornalistas franceses escapam da Síria e falam dos dias de terror no país

O jornal francês Le Figaro publicou nesta segunda-feira (5/03), uma reportagem sobre a fuga dos jornalistas do "inferno sírio". Na

Atualizado em 05/03/2012 às 13:03, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornal francês Le Figaro publicou nesta segunda-feira (5/03), uma reportagem sobre a fuga dos jornalistas do "inferno sírio". Na matéria Edith Bouvier e o William Daniels relatam os nove dias que passaram bloqueados em Homs, na Síria.

Leia também

-

-

-


Daniels e Edith falaram na publicação que todos os dias, da casa onde os jornalistas estavam, chamada de media center, era possível presenciar os sucessivos bombardeios. "Havia pelo menos cinco explosões sucessivas, muito perto. Parecia que [os foguetes] tinham sido encaminhados diretamente para nós", afirmaram os jornalistas.

Um dos ataques atingiu a casa onde os repórteres estavam refugiados. Com a explosão a porta foi arremessada para dentro. Edith foi atingida pelos escombros e sofreu uma lesão no fêmur. Deste ataque resultou a morte do fotógrafo francês Remi Ochlik e da repórter americana Marie Colvin, do jornal britânico The Sunday Times . O fotógrafo britânico Paul Conroy também se feriu.

No dia seguinte ao ataque, através de um vídeo veiculado no You Tube, a Bouvier pediu que fosse tirada do bairro de Baba Amr, em Homs. Nos dias seguintes, os jornalistas tentaram fugir do local, mas sem sucesso.

Os ataques se intesificaram, e o hospital do exército sírio livre já não tinha a ajuda da Cruz Vertmelha, com isso os feridos foram transportados para fora do hospital, Edith foi presa na maca com fita adesiva para ser transportada pelo túnel de 1,60 metros de altura. "Havia dezenas e dezenas de feridos. Foi então que eu percebi os terríveis machucados dos outros feridos e eu estava longe de ser a mais afetada ", concluiu Edith.

Após quatro dias e quarenta quilômetros, o grupo conseguiu chegar a fronteira do Líbano. "Eles realmente se colocaram em perigo por nós. Eles fizeram tudo por nós", afirmou a jornalista.

O presidente francês Nicolas Sarkozy disse que "as autoridades sírias terão que prestar contas de seus crimes perante a jurisdição penal internacional".


Com informações da Exame . com.