Jornalistas fogem do norte do Iraque após perseguição do Estado Islâmico
Cerca de 16 jornalistas foram sequestrados, oito apenas nos últimos três dias
Atualizado em 28/10/2014 às 12:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Diversos jornalistas da cidade de Mossul, localizada no Norte do Iraque, fugiram do local depois de campanhas de detenções lançadas nos últimos dias pelo grupo radical Estado Islâmico (EI).
Crédito:Reprodução/Euronews Jornalista fogem da regime para evitar sequestros do Estado Islâmico
De acordo com a EFE, desde o dia 10 de junho, quando o grupo obteve controle de Mossul, 16 jornalistas foram sequestrados, oito apenas nos últimos três dias. Os profissionais estariam fugindo rumo a Kirkuk e Bagdá.
"A situação enfrentada pelos profissionais de comunicação em Mossul é muito perigosa, por causa da constante perseguição a maioria fugiu ou diminuiu muito seu trabalho", relatou o jornalista Mohammed Amin al Abaui.
Fontes locais, não identificadas, disseram que mais de oito repórteres fugiram no fim de semana passado. Alguns deles prestavam serviços para a rede de TV Semá. De acordo com elas, o EI quer prender todos os jornalistas de Mossul, pois acreditam que eles não seguem a religião.
O representante do Sindicato dos Jornalistas Iraquianos na região, Ahmed Ezadin, disse que o grupo fracassou na tentativa de obrigar os jornalistas da cidade a "trabalhar" em favor de seus ideais.
Os jihadistas, entretanto, conseguiram tomar o controle da rádio Dar al Salam, pertencente ao Partido Islâmico Iraquiano, até a transformaram no órgão de divulgação oficial do grupo, o intitulado "Al Bayan".
O chefe do Comitê Iraquiano de Defesa dos Direitos dos Jornalistas, Ibrahim Serayi, alertou ainda que a cidade de Mossul se transformou em "uma das mais perigosas do Iraque e do mundo para os jornalistas".
Crédito:Reprodução/Euronews Jornalista fogem da regime para evitar sequestros do Estado Islâmico
De acordo com a EFE, desde o dia 10 de junho, quando o grupo obteve controle de Mossul, 16 jornalistas foram sequestrados, oito apenas nos últimos três dias. Os profissionais estariam fugindo rumo a Kirkuk e Bagdá.
"A situação enfrentada pelos profissionais de comunicação em Mossul é muito perigosa, por causa da constante perseguição a maioria fugiu ou diminuiu muito seu trabalho", relatou o jornalista Mohammed Amin al Abaui.
Fontes locais, não identificadas, disseram que mais de oito repórteres fugiram no fim de semana passado. Alguns deles prestavam serviços para a rede de TV Semá. De acordo com elas, o EI quer prender todos os jornalistas de Mossul, pois acreditam que eles não seguem a religião.
O representante do Sindicato dos Jornalistas Iraquianos na região, Ahmed Ezadin, disse que o grupo fracassou na tentativa de obrigar os jornalistas da cidade a "trabalhar" em favor de seus ideais.
Os jihadistas, entretanto, conseguiram tomar o controle da rádio Dar al Salam, pertencente ao Partido Islâmico Iraquiano, até a transformaram no órgão de divulgação oficial do grupo, o intitulado "Al Bayan".
O chefe do Comitê Iraquiano de Defesa dos Direitos dos Jornalistas, Ibrahim Serayi, alertou ainda que a cidade de Mossul se transformou em "uma das mais perigosas do Iraque e do mundo para os jornalistas".





