Jornalistas fazem greve na Inglaterra contra redução no serviço de radiodifusão da BBC
A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, na sigla em inglês) revelou que mais de mil jornalistas e profissionais de imprensa britânicos participaram de uma greve de 48 horas realizada nos dias 7 e 8 de junho, em protesto contra os planos da BBC de reduzir seus serviços de rádio na Inglaterra.
Atualizado em 09/06/2023 às 12:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
A ação teve apoio do Sindicato Nacional de Jornalistas do Reino Unido (NUJ, na sigla em inglês).
A entidade reuniu-se esta semana com deputados britânicos para comunicar as reivindicações dos profissionais de imprensa. Na semana passada, os jornalistas da BBC contestaram em assembleia as decisões da atual equipe de liderança da empresa. Crédito: Reprodução IFJ Peça gráfica do NUJ incentiva movimento em defesa do serviço de rádio da BBC na Inglaterra Secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger afirmou que a redução da programação jornalística de rádio da BBC "prejudicará gravemente" o serviço público de radiodifusão. "Não estamos lutando apenas para salvar empregos, mas também para proteger a democracia e o direito a informação.”
Crise antiga
As pressões para que a BBC enxugue suas operações jornalísticas ganharam força com a crise econômica decorrente da pandemia. No ano passado, o governo do então primeiro-ministro Boris Johnson decidiu congelar a principal fonte de financiamento da BBC, a chamada taxa de licença. À época foi noticiado que a mudança resultaria em um déficit orçamentário de aproximadamente US$ 388 milhões/ano para a BBC.
A taxa de licença é o imposto que todos os telespectadores britânicos pagam para financiar o conglomerado de mídia estatal do Reino Unido. Ela permanecerá em £ 159 até abril de 2024, sem sofrer nenhum tipo de correção.
Para manter sua programação, a BBC apresentou uma proposta de aumentar a taxa para £ 180. Mas a ideia não foi aprovada.
Cerca de 75% do orçamento da BBC estão atrelados à taxa de licença. O restante vem de acordos de licenciamento e vendas comerciais fora do Reino Unido.
A entidade reuniu-se esta semana com deputados britânicos para comunicar as reivindicações dos profissionais de imprensa. Na semana passada, os jornalistas da BBC contestaram em assembleia as decisões da atual equipe de liderança da empresa. Crédito: Reprodução IFJ Peça gráfica do NUJ incentiva movimento em defesa do serviço de rádio da BBC na Inglaterra Secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger afirmou que a redução da programação jornalística de rádio da BBC "prejudicará gravemente" o serviço público de radiodifusão. "Não estamos lutando apenas para salvar empregos, mas também para proteger a democracia e o direito a informação.”
Crise antiga
As pressões para que a BBC enxugue suas operações jornalísticas ganharam força com a crise econômica decorrente da pandemia. No ano passado, o governo do então primeiro-ministro Boris Johnson decidiu congelar a principal fonte de financiamento da BBC, a chamada taxa de licença. À época foi noticiado que a mudança resultaria em um déficit orçamentário de aproximadamente US$ 388 milhões/ano para a BBC.
A taxa de licença é o imposto que todos os telespectadores britânicos pagam para financiar o conglomerado de mídia estatal do Reino Unido. Ela permanecerá em £ 159 até abril de 2024, sem sofrer nenhum tipo de correção.
Para manter sua programação, a BBC apresentou uma proposta de aumentar a taxa para £ 180. Mas a ideia não foi aprovada.
Cerca de 75% do orçamento da BBC estão atrelados à taxa de licença. O restante vem de acordos de licenciamento e vendas comerciais fora do Reino Unido.





