Jornalistas fazem ato em Curitiba (PR) em memória de cinegrafista da Band

Na tarde da última terça-feira (11), jornalistas foram às ruas de Curitiba (PR) manifestar em memória do repórter cinematográfico do Grupo Bandeirantes, Santiago Andrade, atingido por um rojão durante uma ato contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro.

Atualizado em 12/02/2014 às 15:02, por Redação Portal IMPRENSA.


Segundo o Terra, os cerca de 60 repórteres fotográficos, cinematográficos e jornalistas, juntaram seus equipamentos sobre uma faixa preta e imagens de Santiago para protestar contra a violência contra profissionais de imprensa e a falta de condições de segurança no trabalho.
Em entrevista, o presidente da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Paraná (Arfoc), informou que solicitou equipamentos de proteção semelhante aos usados em coberturas policiais para os profissionais de imprensa que atuam em protestos. "Infelizmente, todas as manifestações estão acabando em confronto, precisamos zelar pela vida dos trabalhadores".
Valdir também ressaltou o objetivo da manifestação em memória ao cinegrafista Santiago e diz que o acontecimento foi conseqüência do que vem acontecendo nos últimos protestos. "É uma manifestação em apoio à família e em memória de nosso colega Santiago. Desde que as manifestações passaram a terminar em violência, são diversos os casos de jornalistas feridos, seja por pedrada de manifestante, seja por bala de borracha ou estilhaço de bomba da polícia. Parecia uma tragédia anunciada".
O diretor da Arfoc, Franklin Freitas, concorda com Valdir e diz que o que ocorreu no Rio de Janeiro poderia ter acontecido em Curitiba. "Desde junho do ano passado, todos os protestos estão acabando em confronto. E o jornalista está no meio desse fogo cruzado. A situação piora quando não somos atingidos por acidente, mas acabamos sendo vítimas dos vândalos ou mesmo da polícia. Se registramos um ato de vandalismo, tomamos pedrada. Se registramos um policial cometendo abuso, levamos tiro de borracha".

Guilherme Carvalho, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, ressalta que o ato dos jornalistas em Curitiba é contra a violência e não contra as manifestações. Ele lembra que o jornalista está trabalhando e deve registrar os acontecimentos sem ter sua segurança atingida.