Jornalistas envolvidos em confronto no PA ficaram no local por vontade própria, diz MST

Jornalistas envolvidos em confronto no PA ficaram no local por vontade própria, diz MST

Atualizado em 23/04/2009 às 13:04, por Redação Portal IMPRENSA.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou um comunicado se defendendo das acusações de que membros do grupo fizeram quatro jornalistas reféns no Pará.

No último sábado (18), houve um tiroteio envolvendo seguranças armados da Fazenda Espírito Santo, em Eldorado do Carajás (PA) e integrantes do MST. Algumas equipes de TV da região foram escaladas para cobrir a ocupação e, quando começou o confronto, teriam sido orientadas a desligar as câmeras e caminharem em direção aos seguranças da fazenda, sendo usados como escudo.

Os líderes do MST teriam mantido como reféns durante o tiroteio Vitor Aor e Felipe Almeida, da TV Liberal, Edinaldo Souza, do jornal Opinião e João Freitas, da RedeTV!. A advogada Brenda Santis, da Agropecuária Santa Bárbara, também estaria entre os reféns. Foi ela quem levou os jornalistas à fazenda, para mostrar a invasão.

O Movimento alega que nenhum jornalista foi feito refém, e que os que permaneceram na sede da fazenda o fizeram por vontade própria. Os trabalhadores rurais teriam sido, de acordo com o MST, "vítimas da violência da segurança" da fazenda.

Eles afirmam que o embate começou quando um trabalhador rural foi ameaçado após tentar pegar lenha e palha para reforçar os acampamentos, castigados pelas chuvas. Outros sem-terras foram marchando em protesto até o local do incidente, e os jornalistas teriam apenas acompanhado o final da caminhada.

De acordo com a nota, os marchantes "pediram para eles [jornalitas] ficarem à frente para não atrapalhar a marcha". "Não havia a intenção de fazer os jornalistas de 'escudo humano', até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Agropecuária Santa Bárbara, o que demonstra que tinham tramado uma emboscada", assegurou o MST.

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