Jornalistas enfrentam dificuldades para realizar cobertura de conflitos no RJ

Jornalistas enfrentam dificuldades para realizar cobertura de conflitos no RJ

Atualizado em 29/11/2010 às 13:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Correspondentes de emissoras de rádio e TV brasileiras e internacionais e repórteres jornais e agências de notícias estão no Rio de Janeiro para realizar a cobertura da operação policial no Complexo do Alemão. De acordo com a Agência Brasil, o grupo trabalha no local sem a devida infraestrutura por até 12 horas, e alguns jornalistas ainda não têm colete à prova de balas.

A jornalista Raha Bika, da agência France Press, declarou que se surpreendeu com a situação vivida no Rio na última semana. "Eu sabia que o Brasil tinha problemas sociais, mas não imaginava que a situação era de guerra", disse. Já o auxiliar cinematográfico de um canal de TV reclamou das condições de trabalho vividas pelos profissionais, e afirmou que alguns não tiveram acesso a banheiros ou alimentação no último sábado (27), data em que a polícia ocupou o Complexo e prendeu alguns traficantes, que não demonstraram resistência.

Na última sexta-feira (26), o fotógrafo da Reuters, Paulo Brandão Whitaker, foi atingido por um tiro de fuzil no ombro esquerdo quando realizava a cobertura dos conflitos no conjunto de favelas do Alemão, mas recebeu alta nesta segunda (29). A jornalista do Correio Braziliense , Renata Mariz, que começou a acompanhar a ação das autoridades no local no mesmo dia em que Whitaker foi ferido, relatou que ainda sente medo, mesmo usando um colete à prova de balas. "Claro que eu tenho medo. Já entrei em muita comunidade em Brasília. Mas lá, é tudo plano. Aqui, você olha pra cima e não sabe onde o morro acaba. O tiro pode vir de qualquer lado", declarou Renata.

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