Jornalistas eleitos para cargos públicos falam sobre principais bandeiras de seus mandatos
De insatisfeitos com as limitações do jornalismo aos que no meio do caminho se apaixonaram pela política, os motivos que levam os jornalistas a se lançarem na vida pública variam.
Atualizado em 04/12/2014 às 15:12, por
Jéssica Oliveira.
Os objetivos nem tanto. Basicamente eles buscam uma forma de manter vivo o sonho de “mudar o mundo”, melhorar a vida dos brasileiros e representar os anseios de sua profissão.
Pensando nisso, IMPRENSA levantou quantos e quem são os jornalistas eleitos em 2014 para saber quais suas principais propostas para a categoria e os motivos da mudança de atividade. A partir dos sistemas “Estatísticas” e “DivulgaCand 2014” do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o critério utilizado foi a “ocupação” declarada no ato da candidatura, considerando as opções “jornalista e redator” e “locutor e comentarista de rádio e televisão e radialista”.
Crédito:Divulgação Lasier Martins se elegeu como senador pelo Rio Grande do Sul No total, 279 candidatos aptos declararam “jornalista e redator” como ocupação e 104 “locutor e comentarista de rádio e televisão e radialista”. Dos 383 concorrentes, 26 foram eleitos (6,7%) e estão distribuídos em oito deputados federais, 16 deputados estaduais, um deputado distrital e um senador.
A luta continua Com mais de meio século de experiência como jornalista, sendo 27 anos só na RBS TV, Lasier Martins (PDT) foi o único coleguinha eleito para o cargo de senador e vai representar o Rio Grande do Sul a partir de 2015. Ele, que começou na imprensa aos 17 anos, decidiu trocar o jornalismo pela política por dois motivos. O primeiro está intimamente ligado com a profissão.
Martins conta que sempre lutou para combater as mazelas da política, mas que cansou de fazer críticas e cobranças como jornalista, sem conseguir efeito. “Estava bem na imprensa, mas cheguei a conclusão que se tivesse que interferir de alguma maneira teria que ir para dentro da política”, explica. Já o segundo une um desejo antigo de atuar politicamente com o fim de sua resistência, uma vez que há 32 anos é convidado para concorrer.
Crédito:Cecilia Sá Pereira | Assessoria PK
Priscila Krause é deputada estadual por Pernambuco Entre suas principais bandeiras para o mandato estão conseguir recursos para o Rio Grande do Sul, que está “falido”, e participar da reforma política, defendendo principalmente o fim do financiamento público das campanhas e das indicações de ministros de tribunais superiores e diretores de estatais, por exemplo.
Para os seus colegas jornalistas, Martins vai defender a obrigatoriedade do diploma – salvo a exceção de artigos que exijam conhecimento técnico de engenheiros, físicos, médicos etc – e a plena liberdade de expressão. “Sou contra qualquer tipo de controle da mídia”, comenta. Com mais de 30 anos de experiência como repórter, Laudívio Carvalho (PMDB), eleito deputado federal com 78.762 votos, conhece temas como a redução da maioridade penal, alterações do código e do processo de perto. Por isso afirma que a segurança pública será pauta na sua atuação.
“Preciso ‘dar voz’ a essa experiência. Minha campanha foi marcada por um sentimento da maioria das pessoas de que o ‘lugar de bandido é na cadeia’ e vou lutar por isso. ”Olhando para a sua categoria, ele ressalta que brigará para manter a total liberdade de expressão e sustentar as conquistas dos profissionais de comunicação. “Pretendo abraçar também a luta pelo Piso Salarial Nacional para os Jornalistas”, antecipa ele que deve exercer as duas atividades ao mesmo tempo. “De um lado ouvir, e do outro agir.”
Mostrar, fiscalizar e cobrar Nascida no Recife (PE), a jornalista e vereadora por três mandatos consecutivos Priscila Krause (DEM) assume em 2015 como deputada estadual, após ser eleita com 47.882 votos. O objetivo na nova fase é manter a postura fiscalizadora, com foco maior em meio ambiente, saúde e educação, e na ampliação de seus compromissos com outras regiões de Pernambuco.
Priscila cresceu com a política e o jornalismo dentro de casa. Segunda entre cinco filhos, ela recebeu influências do pai, Gustavo Krause, que foi governador, prefeito, vereador, deputado federal e ministro em dois governos, e da mãe, que mesmo sem concluir o curso de jornalismo atraiu a filha para a comunicação.
Crédito:Everton Nunes | Folha Vitória
Amaro Neto é deputado estadual pelo Espírito Santo “No meu primeiro vestibular, escolhi Sociologia, mas com um ano eu fiz outro para Direito, e durante seis meses cursei os dois. Durante o curso de Direito vi que não era minha vocação. Tranquei no terceiro ano e passei em jornalismo. No Direito era um tormento ir para a faculdade, no jornalismo era quase uma terapia”, lembra aos risos.
Militante partidária desde cedo, ela abraçou a política e só exerceu o jornalismo quando foi correspondente de uma rádio. Mesmo sem a bagagem do dia a dia da profissão, ela afirma que lutará para manter o reconhecimento do papel da mídia “como ator de transformação e vigilância”.
“Um aprendizado muito grande são as redes sociais, onde você está o tempo todo sob vigília, não só da imprensa. Mas tem gente que tem um discurso democrata e não aguenta 30 segundos. Aí tudo ‘é culpa da imprensa!’ Não é! A imprensa está fazendo o trabalho dela.”
Conhecido no Espírito Santo pelo trabalho no “Balanço Geral” na TV Vitória/Rede Record, o jornalista Amaro Neto (PPS) filiou-se ao partido em outubro de 2013 e foi eleito deputado estadual. Candidato mais votado do estado capixaba (55.408 votos), ele conta que durante a campanha buscou entender as diferentes realidades da população para fazer o mesmo que na televisão: “Mostrar os problemas e cobrar o poder público”.
Pensando em sua categoria, o apresentador planeja melhorar as condições de trabalho dos profissionais de comunicação do estado e dos órgãos da assembleia. “Num primeiro momento, olhar com carinho para o RTV, sistema de rádio e televisão do Espírito Santo”, adianta.
Após cerca de um ano trabalhando na Band em Minas Gerais, ele pediu demissão para concorrer ao cargo no seu estado natal, onde foi convidado a retomar o “Balanço”. Eleito, garante que vai exercer as duas atividades. “Quando eu voltei para ser deputado, eu já tinha pensamento de voltar para a TV e para o rádio. Para TV eu já voltei, para o rádio ainda não, volto em 2015.”
Política e Jornalismo
Quem são e onde estão os coleguinhas eleitos em 2014
Pensando nisso, IMPRENSA levantou quantos e quem são os jornalistas eleitos em 2014 para saber quais suas principais propostas para a categoria e os motivos da mudança de atividade. A partir dos sistemas “Estatísticas” e “DivulgaCand 2014” do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o critério utilizado foi a “ocupação” declarada no ato da candidatura, considerando as opções “jornalista e redator” e “locutor e comentarista de rádio e televisão e radialista”.
Crédito:Divulgação Lasier Martins se elegeu como senador pelo Rio Grande do Sul No total, 279 candidatos aptos declararam “jornalista e redator” como ocupação e 104 “locutor e comentarista de rádio e televisão e radialista”. Dos 383 concorrentes, 26 foram eleitos (6,7%) e estão distribuídos em oito deputados federais, 16 deputados estaduais, um deputado distrital e um senador.
A luta continua Com mais de meio século de experiência como jornalista, sendo 27 anos só na RBS TV, Lasier Martins (PDT) foi o único coleguinha eleito para o cargo de senador e vai representar o Rio Grande do Sul a partir de 2015. Ele, que começou na imprensa aos 17 anos, decidiu trocar o jornalismo pela política por dois motivos. O primeiro está intimamente ligado com a profissão.
Martins conta que sempre lutou para combater as mazelas da política, mas que cansou de fazer críticas e cobranças como jornalista, sem conseguir efeito. “Estava bem na imprensa, mas cheguei a conclusão que se tivesse que interferir de alguma maneira teria que ir para dentro da política”, explica. Já o segundo une um desejo antigo de atuar politicamente com o fim de sua resistência, uma vez que há 32 anos é convidado para concorrer.
Crédito:Cecilia Sá Pereira | Assessoria PK
Priscila Krause é deputada estadual por Pernambuco Entre suas principais bandeiras para o mandato estão conseguir recursos para o Rio Grande do Sul, que está “falido”, e participar da reforma política, defendendo principalmente o fim do financiamento público das campanhas e das indicações de ministros de tribunais superiores e diretores de estatais, por exemplo. Para os seus colegas jornalistas, Martins vai defender a obrigatoriedade do diploma – salvo a exceção de artigos que exijam conhecimento técnico de engenheiros, físicos, médicos etc – e a plena liberdade de expressão. “Sou contra qualquer tipo de controle da mídia”, comenta. Com mais de 30 anos de experiência como repórter, Laudívio Carvalho (PMDB), eleito deputado federal com 78.762 votos, conhece temas como a redução da maioridade penal, alterações do código e do processo de perto. Por isso afirma que a segurança pública será pauta na sua atuação.
“Preciso ‘dar voz’ a essa experiência. Minha campanha foi marcada por um sentimento da maioria das pessoas de que o ‘lugar de bandido é na cadeia’ e vou lutar por isso. ”Olhando para a sua categoria, ele ressalta que brigará para manter a total liberdade de expressão e sustentar as conquistas dos profissionais de comunicação. “Pretendo abraçar também a luta pelo Piso Salarial Nacional para os Jornalistas”, antecipa ele que deve exercer as duas atividades ao mesmo tempo. “De um lado ouvir, e do outro agir.”
Mostrar, fiscalizar e cobrar Nascida no Recife (PE), a jornalista e vereadora por três mandatos consecutivos Priscila Krause (DEM) assume em 2015 como deputada estadual, após ser eleita com 47.882 votos. O objetivo na nova fase é manter a postura fiscalizadora, com foco maior em meio ambiente, saúde e educação, e na ampliação de seus compromissos com outras regiões de Pernambuco.
Priscila cresceu com a política e o jornalismo dentro de casa. Segunda entre cinco filhos, ela recebeu influências do pai, Gustavo Krause, que foi governador, prefeito, vereador, deputado federal e ministro em dois governos, e da mãe, que mesmo sem concluir o curso de jornalismo atraiu a filha para a comunicação.
Crédito:Everton Nunes | Folha Vitória
Amaro Neto é deputado estadual pelo Espírito Santo “No meu primeiro vestibular, escolhi Sociologia, mas com um ano eu fiz outro para Direito, e durante seis meses cursei os dois. Durante o curso de Direito vi que não era minha vocação. Tranquei no terceiro ano e passei em jornalismo. No Direito era um tormento ir para a faculdade, no jornalismo era quase uma terapia”, lembra aos risos. Militante partidária desde cedo, ela abraçou a política e só exerceu o jornalismo quando foi correspondente de uma rádio. Mesmo sem a bagagem do dia a dia da profissão, ela afirma que lutará para manter o reconhecimento do papel da mídia “como ator de transformação e vigilância”.
“Um aprendizado muito grande são as redes sociais, onde você está o tempo todo sob vigília, não só da imprensa. Mas tem gente que tem um discurso democrata e não aguenta 30 segundos. Aí tudo ‘é culpa da imprensa!’ Não é! A imprensa está fazendo o trabalho dela.”
Conhecido no Espírito Santo pelo trabalho no “Balanço Geral” na TV Vitória/Rede Record, o jornalista Amaro Neto (PPS) filiou-se ao partido em outubro de 2013 e foi eleito deputado estadual. Candidato mais votado do estado capixaba (55.408 votos), ele conta que durante a campanha buscou entender as diferentes realidades da população para fazer o mesmo que na televisão: “Mostrar os problemas e cobrar o poder público”.
Pensando em sua categoria, o apresentador planeja melhorar as condições de trabalho dos profissionais de comunicação do estado e dos órgãos da assembleia. “Num primeiro momento, olhar com carinho para o RTV, sistema de rádio e televisão do Espírito Santo”, adianta.
Após cerca de um ano trabalhando na Band em Minas Gerais, ele pediu demissão para concorrer ao cargo no seu estado natal, onde foi convidado a retomar o “Balanço”. Eleito, garante que vai exercer as duas atividades. “Quando eu voltei para ser deputado, eu já tinha pensamento de voltar para a TV e para o rádio. Para TV eu já voltei, para o rádio ainda não, volto em 2015.”
Política e Jornalismo
Quem são e onde estão os coleguinhas eleitos em 2014





