Jornalistas e radialistas paralisam jornal em SE; profissionais buscam melhores salários

Nesta sexta-feira (26/7), jornalistas e radialistas se reuniram e paralisaram as atividades do Jornal da Cidade, em Aracaju (SE), para

Atualizado em 26/07/2013 às 14:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta sexta-feira (26/7), jornalistas e radialistas se reuniram e paralisaram as atividades do Jornal da Cidade , em Aracaju (SE), para protestar contra o reajuste salarial proposto pelos empresários. Os profissionais de comunicação impediram que os funcionários da publicação entrassem no prédio.
Segundo o G1, a presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe, Caroline Rejane Sousa, afirmou que uma assembléia foi realizada na última terça-feira (23/7) para decidir como seriam feitas as manifestações em frente às sedes dos jornais.
“Hoje pela manhã realizamos um sorteio e o Jornal da Cidade foi o escolhido para esta primeira paralisação que terá a duração de um dia. Por isso, nenhum funcionário do impresso foi autorizado a entrar nesta sexta-feira. Nós queremos que os empresários reavaliem nossa proposta de reajuste de 15%, pois os 7% que foram oferecidos por eles, não contemplam às necessidades da categoria, nem cobrem as perdas inflacionárias”, disse Caroline Rejane.
A presidente acrescentou que essa é a quinta campanha salarial realizada em conjunto com o Sindicato dos Radialistas de Sergipe e, juntos, eles ainda possuem 21 pautas para serem discutidas com o sindicato patronal.
Além da insatisfação com o piso e o reajuste anual proposto pelos empresários da área de comunicação, os sindicalistas também pedem a correção do piso dos profissionais das áreas administrativas, que atuam nos veículos. “Esses profissionais ganham hoje de piso R$ 720 e queremos que o valor seja corrigido para R$ 850”, afirmou a presidente.
O diretor administrativo do Jornal da Cidade , Evandro Ferreira, disse que a empresa optou por respeitar a paralisação da categoria. “Toda manifestação é democrática, e esse direito deve ser respeitado. Portanto, cabe a nós aguardarmos o final da paralisação, para então, retornarmos às atividades normalmente”, afirmou.
O sindicato patronal já afirmou que pretende discutir as reivindicações da categoria.