Jornalistas e fotógrafos compartilham coberturas e impressões da Virada Cultural

Alguns são veteranos quando o assunto é Virada Cultural. Outros são calouros e realizam pela primeira vez a cobertura do evento. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, 600 jornalistas foram credenciados para acompanhar a Virada de 2015.

Atualizado em 21/06/2015 às 17:06, por Gabriela Ferigato.

Crédito:Prefeitura de São Paulo Em 2015, 600 jornalistas foram credenciados para cobrir a Virada Cultural em São Paulo Neste ano, em ação inédita, a Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e algumas publicações, em parceria com a prefeitura de São Paulo, uniram forças para fazer uma cobertura conjunta.

Diversos títulos de editoras associadas, como Galileu, Glamour, Quem, Casa e Comida, Época e IMPRENSA, estão publicando conjuntamente sua produção sobre o evento em suas páginas nas redes sociais com a hashtag #NossaVirada.

O fotógrafo Gero Rodrigues, da Folhapress, já esteve em diversas edições do evento e conta que sentiu falta de apresentações de artistas interativos de rua neste ano. Além disso, comenta que, se antes a participação de políticos nas atrações era notória, desta vez isso mudou. “Os políticos sumiram. Antes até se ofereciam para serem fotografados”, conta.

Thalita Monte Santo cobriu, pela primeira vez, a Virada Cultural 2015 pelo blog Desenrola e não me enrola. Parte do projeto “Você, repórter da periferia”, Thalita entrevistou o fundador da Kombi do Rap, Liu Mr. “Ele contou como foi a sua trajetória com a cultura periférica e sobre a sua segunda participação na Virada Cultural de São Paulo”.
Também estreante, Brenda Torres, jornalista do Você Repórter da Periferia, escreveu sobre o Sarau do Grajaú, ação que acontece há um ano e meio na região. “Resolvi dar voz a eles, porque é uma coisa que a grande mídia não faz. Minha dica para os jornalistas é ir para a Virada com outra visão. Procurar o que está fora da grande mídia e dar oportunidade para movimentos que fazem ótimos trabalhos, mas que não recebem a visibilidade que merecem”.

Investimento

Em 2015, a TV Brasil mobilizou três carros link que estão fazendo a transmissão ao vivo de diversas atrações do evento. Além disso, duas outras equipes de reportagem trazem informações dos palcos montados na cidade e boletins informativos.

“A ideia é mostrar a importância do evento para o Brasil todo, não apenas para São Paulo. A TV Brasil é uma emissora muito mais conhecida em locais onde já existia, como Rio de Janeiro e Brasília, então fizemos um esforço para começar uma relação mais próxima com a cidade de São Paulo”, ressalta Florestan Fernandes, gerente executivo de jornalismo da TV Brasil e âncora do Repórter Brasil.

A cobertura do veículo começou na semana passada, culminando com a atração no último sábado (20/6). “Chegamos a segurar meia hora de transmissão ao vivo. Costumamos acompanhar grandes eventos, como as festas juninas no Nordeste do País, agora fizemos algo similar em São Paulo”, completa Fernandes.

Oito repórteres e três fotógrafos do portal UOL, divididos em turnos, cobrem a Virada Cultural para o veículo. “A nossa cobertura envolve toda a equipe de entretenimento e colaboradores”, afirma Marco de Castro, editor assistente de entretenimento do site.
É a segunda cobertura de rua do jornalista para o UOL, sendo que a primeira foi em 2014. Comparando as duas experiências, ele destaca que 2015 está muito mais tranquilo. “Hoje eu percorri as delegacias para ver ocorrências policiais. Estava tudo bem, mais tranquilo que no ano passado”, ressalta.

Em 2014, Castro acompanhou alguns shows de funk ostentação na 25 de março. “Uma editora brincou que parecia que alguns repórteres estavam em Londres e eu no Vietnã”, risos. “Esse ano, pelo o que eu acompanhei, está todo mundo em Londres”.

É jornalista e está no evento? Participe da #NossaVirada compartilhando com IMPRENSA suas impressões e experiências por fotos, vídeos, áudios ou depoimentos. Basta enviar uma mensagem para as nossas redes sociais com a hashtag.

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