Jornalistas do “Le Monde” e “Libération” enfrentam chefes contra reformas nos jornais
Contrários as mudanças editoriais impostas pelos novos donos do Le Monde e o Libération, jornalistas se juntaram para evitar as reformas.
Atualizado em 08/05/2014 às 14:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Contrários às mudanças editoriais impostas pelos novos donos do Le Monde e o Libération , jornalistas se juntaram e colocaram em rota de colisão acionistas e diretores de um lado, e editores, redatores e repórteres do outro. O levante dos profissionais de imprensa se faz após não obterem respostas válidas acerca dos motivos que levaram a reformas nos periódicos.
Crédito:Reprodução Jornalista do "Libération" são contra a inclusão de centro cultural na sede do jornal
De acordo com O Estado de S. Paulo , os dois veículos de comunicação vivem situações semelhantes. No Le Monde , sete dos 11 editores-chefes adjuntos pediram demissão por discordarem dos rumos das medidas internas da diretora Natalie Nougayrède e do presidente do diretório Louis Dreyfus. Em comunicado, os demissionários se dispõem a permanecer em seus cargos até que seus substitutos sejam nomeados, com o objetivo de não perturbar o funcionamento da redação. Mas alegam "ausência de confiança" para não seguirem em seus postos.
"Durante vários meses nós enviamos numerosas mensagens de alerta para assinalar falhas maiores, assim como uma ausência de confiança e de comunicação com a direção da redação que nos impede de cumprir nossos papéis na chefia da redação", argumentava os funcionários na nota. "Nós tentamos apontar soluções, sem sucesso", completa. A retirada em massa dos empregados pode indicar um isolamento de Natalie, que havia sido eleita em março de 2013 com 79,4% dos votos da redação para um mandato de seis anos.
Natalie Nougayrède coordena um processo de reforma e migração da mídia impressa para a digital, o que exige o reforço das operações na web. "Nós devemos nos concentrar no essencial, que é recriar o espírito coletivo e a confiança", disse a jornalista em comunicado à redação, no qual afirma não minimizar "a importância do mal-estar que pode existir na empresa". No entanto, sindicatos afirmam que cerca de 60 profissionais de comunicação foram transferidos internamente ou ameaçados de demissão. "Eu assumirei toda a minha responsabilidade nesse esforço", garantiu.
Em simultaneidade, o Libération vive uma turbulência arrastada há meses, desde que seus proprietários anunciaram um projeto para reformar sua sede em Paris, com apoio do designer Philippe Starck, que pretende transformar o prédio em um centro cultural e empresarial do qual a redação faria parte. Porém, a intenção havia sido bloqueada em fevereiro, quando os jornalistas publicaram uma reportagem de capa com um manifesto contra a iniciativa, que teve o título "Nós somos um jornal".
Com a proximidade de mais mudanças de seus acionistas, os profissionais de imprensa do jornal criado por Jean-Paul Sartre publicaram novo manifesto reafirmando os valores do comando original da publicação. "Nós somos jornalistas e devemos questionar tudo", diz o texto, "a começar pelo nosso trabalho e por como nós o exercemos”, conclui.
Crédito:Reprodução Jornalista do "Libération" são contra a inclusão de centro cultural na sede do jornal
De acordo com O Estado de S. Paulo , os dois veículos de comunicação vivem situações semelhantes. No Le Monde , sete dos 11 editores-chefes adjuntos pediram demissão por discordarem dos rumos das medidas internas da diretora Natalie Nougayrède e do presidente do diretório Louis Dreyfus. Em comunicado, os demissionários se dispõem a permanecer em seus cargos até que seus substitutos sejam nomeados, com o objetivo de não perturbar o funcionamento da redação. Mas alegam "ausência de confiança" para não seguirem em seus postos.
"Durante vários meses nós enviamos numerosas mensagens de alerta para assinalar falhas maiores, assim como uma ausência de confiança e de comunicação com a direção da redação que nos impede de cumprir nossos papéis na chefia da redação", argumentava os funcionários na nota. "Nós tentamos apontar soluções, sem sucesso", completa. A retirada em massa dos empregados pode indicar um isolamento de Natalie, que havia sido eleita em março de 2013 com 79,4% dos votos da redação para um mandato de seis anos.
Natalie Nougayrède coordena um processo de reforma e migração da mídia impressa para a digital, o que exige o reforço das operações na web. "Nós devemos nos concentrar no essencial, que é recriar o espírito coletivo e a confiança", disse a jornalista em comunicado à redação, no qual afirma não minimizar "a importância do mal-estar que pode existir na empresa". No entanto, sindicatos afirmam que cerca de 60 profissionais de comunicação foram transferidos internamente ou ameaçados de demissão. "Eu assumirei toda a minha responsabilidade nesse esforço", garantiu.
Em simultaneidade, o Libération vive uma turbulência arrastada há meses, desde que seus proprietários anunciaram um projeto para reformar sua sede em Paris, com apoio do designer Philippe Starck, que pretende transformar o prédio em um centro cultural e empresarial do qual a redação faria parte. Porém, a intenção havia sido bloqueada em fevereiro, quando os jornalistas publicaram uma reportagem de capa com um manifesto contra a iniciativa, que teve o título "Nós somos um jornal".
Com a proximidade de mais mudanças de seus acionistas, os profissionais de imprensa do jornal criado por Jean-Paul Sartre publicaram novo manifesto reafirmando os valores do comando original da publicação. "Nós somos jornalistas e devemos questionar tudo", diz o texto, "a começar pelo nosso trabalho e por como nós o exercemos”, conclui.





