Jornalistas do Clarín recorrem à justiça para tentar frear Lei de Meios

Empresa denuncia que o governo "pretende se apropriar dos meios do grupo"

Atualizado em 08/12/2014 às 10:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Funcionários do grupo Clarín recorreram à Justiça para tentar impedir as mudanças na empresa impulsionadas pelo Estado argentino. Por meio de um recurso, eles denunciam uma suposta censura. A acusação foi rejeitada no último sábado (6/12) pelos legisladores.
Crédito:Divulgação Jornalistas tentam evitar desinvestimento causado pela Lei de Meios
De acordo com a AFP, no recurso apresentado ao juiz Pablo Cayssials, do Contencioso Administrativo, nove jornalistas consideram estar diante de "um ato de censura" no contexto de uma campanha de perseguição contra o grupo.
O recurso é assinado por profissionais como Nelson Castro, Jorge Fernández Díaz, Julio Blanck, Jorge Lanata, Alfredo Leuco, Marcelo Longobardi, Joaquín Morales Solá, Magdalena Ruiz Guiñazú e Eduardo Van der Kooy, cujos programas de rádio e TV, além de editoriais, fazem duras críticas ao governo.
O deputado Héctor Recalde refutou as acusações. "Falam de liberdade de expressão, mas dizem o que bem entendem. Todo o tempo distorcem a realidade, omitem informações das pessoas. Geram um clima malicioso".
O AFSCA, entidade responsável pela aplicação da Lei de Mídia, avaliou o recurso como "um pedido insólito" e tem cinco dias úteis para responder. O grupo midiático que edita o jornal possui 41% do mercado de rádio, 38% da televisão aberta e 59% da televisão a cabo, enquanto o máximo em todos os casos é de 35%. A .