Jornalistas discutem o futuro dos meios de comunicação após a pandemia de coronavírus
Jornalistas participaram do seminário virtual “Liberdade de imprensa durante a pandemia”
Atualizado em 12/05/2020 às 15:05, por
Kassia Nobre.
Jornalistas discutiram o futuro dos meios de comunicação após a pandemia do coronavírus durante o seminário virtual “Liberdade de imprensa durante a pandemia”, realizado, nesta terça-feira (12), pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Embaixada e os Consulados dos Estados Unidos no Brasil.
A editora-executiva da KUT 90.5, estação da NPR em Austin, Teresa Frontado, compartilhou a sua experiência na cobertura da pandemia nos Estados Unidos e, especificamente, no estado do Texas.
A jornalista destacou quatro temas importantes durante a sua fala: a alteração no fluxo de trabalho do jornalista, o colapso de um modelo de negócio, o alto preço da desinformação e a polarização da recepção da notícia.
“A crise forçou o jornalismo a repensar a forma como trabalha e produz histórias. As decisões são tomadas para o benefício da audiência e, ao mesmo tempo, para manter a equipe segura. Além disso, é preciso equilibrar o orçamento e ter um posicionamento estratégico com menos recurso do que nós tínhamos antes da pandemia”, explica.
Teresa afirmou ainda a sua preocupação com a desinformação e a necessidade de um jornalismo forte para salvar vidas. “O preço da desinformação é pago com vidas humanas. Como a gente pode manter o nosso alto padrão de jornalismo e ao mesmo tempo manter a equipe segura? É um dos temas que enfrentamos”, finaliza.
Crédito:Reprodução Abraji
No Brasil A editora-executiva da Editora Globo, Fernanda Delmas, ressaltou o grande aprendizado que as redações brasileiras estão adquirindo com a pandemia.
“As redações são experientes em cobrir grandes temas e crises, mas esta guerra que a gente vive é peculiar porque você tem um cenário em que não podemos encontrar as pessoas. É um grande aprendizado de como fazer jornalismo sem o trabalho presencial, o chamado ‘cara a cara’. Foi preciso adaptar processos e rotinas e até funções”, explica.
A jornalista destacou a preocupação com a segurança dos profissionais ao cobrir a pandemia. “O jornalismo sempre foi uma atividade de rua. Mas como fazer isso quando o risco de contaminação está na rua? O apoio e a consultoria de profissionais de saúde são essenciais. Cada pauta é avaliada para saber se oferece segurança para quem vai cobrir”, complementa.
Aumento da empatia Já o diretor-executivo de Jornalismo da Rede CBN, Ricardo Gandour, compartilhou a experiência pela qual o rádio vem passando durante a pandemia.
Segundo ele, o rádio passou a ser um companheiro dos ouvintes durante o isolamento social. “É uma mídia muito companheira. Nós temos experimentado um engajamento da audiência muito forte. O esforço que as equipes fizeram para manter a programação no ar resultou em uma grande empatia do público”.
O diretor de Redação da Folha de S. Paulo, Sérgio Dávila, afirmou que o consumidor de notícias tem visto com mais valor o trabalho do jornalismo profissional após a explosão da pandemia.
“Saber distinguir news e fake news pode salvar vidas. Na dúvida, ele corre para as marcas que ele confia e conhece”.
Sérgio ressaltou que a Folha bateu o recorde de audiência com 74 milhões de usuários entre março e abril. Os conteúdos mais procurados foram como lidar com o luto e a perda, como confeccionar máscaras caseiras e a saída do ministro Sérgio Moro do governo Bolsonaro. O jornal obteve ainda novas assinaturas digitais.
A mediação foi feita por Guilherme Amado, vice-presidente da Abraji.
Sobre o seminário Para comemorar o Dia Mundial de Liberdade de Imprensa (3 de maio), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Embaixada e os Consulados dos Estados Unidos no Brasil convidaram profissionais da mídia e alunos de jornalismo para participar, no dia 12 maio, do seminário virtual “Liberdade de imprensa durante a pandemia”.
Em pauta, alguns dos principais temas que preocupam e desafiam os profissionais da mídia ao redor mundo diante da crise global de saúde.
O Seminário conta também com apoio do Instituto Palavra Aberta, Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo - Projor e da Associação Nacional de Jornais - ANJ.
A editora-executiva da KUT 90.5, estação da NPR em Austin, Teresa Frontado, compartilhou a sua experiência na cobertura da pandemia nos Estados Unidos e, especificamente, no estado do Texas.
A jornalista destacou quatro temas importantes durante a sua fala: a alteração no fluxo de trabalho do jornalista, o colapso de um modelo de negócio, o alto preço da desinformação e a polarização da recepção da notícia.
“A crise forçou o jornalismo a repensar a forma como trabalha e produz histórias. As decisões são tomadas para o benefício da audiência e, ao mesmo tempo, para manter a equipe segura. Além disso, é preciso equilibrar o orçamento e ter um posicionamento estratégico com menos recurso do que nós tínhamos antes da pandemia”, explica.
Teresa afirmou ainda a sua preocupação com a desinformação e a necessidade de um jornalismo forte para salvar vidas. “O preço da desinformação é pago com vidas humanas. Como a gente pode manter o nosso alto padrão de jornalismo e ao mesmo tempo manter a equipe segura? É um dos temas que enfrentamos”, finaliza.
Crédito:Reprodução Abraji
No Brasil A editora-executiva da Editora Globo, Fernanda Delmas, ressaltou o grande aprendizado que as redações brasileiras estão adquirindo com a pandemia.
“As redações são experientes em cobrir grandes temas e crises, mas esta guerra que a gente vive é peculiar porque você tem um cenário em que não podemos encontrar as pessoas. É um grande aprendizado de como fazer jornalismo sem o trabalho presencial, o chamado ‘cara a cara’. Foi preciso adaptar processos e rotinas e até funções”, explica.
A jornalista destacou a preocupação com a segurança dos profissionais ao cobrir a pandemia. “O jornalismo sempre foi uma atividade de rua. Mas como fazer isso quando o risco de contaminação está na rua? O apoio e a consultoria de profissionais de saúde são essenciais. Cada pauta é avaliada para saber se oferece segurança para quem vai cobrir”, complementa.
Aumento da empatia Já o diretor-executivo de Jornalismo da Rede CBN, Ricardo Gandour, compartilhou a experiência pela qual o rádio vem passando durante a pandemia.
Segundo ele, o rádio passou a ser um companheiro dos ouvintes durante o isolamento social. “É uma mídia muito companheira. Nós temos experimentado um engajamento da audiência muito forte. O esforço que as equipes fizeram para manter a programação no ar resultou em uma grande empatia do público”.
O diretor de Redação da Folha de S. Paulo, Sérgio Dávila, afirmou que o consumidor de notícias tem visto com mais valor o trabalho do jornalismo profissional após a explosão da pandemia.
“Saber distinguir news e fake news pode salvar vidas. Na dúvida, ele corre para as marcas que ele confia e conhece”.
Sérgio ressaltou que a Folha bateu o recorde de audiência com 74 milhões de usuários entre março e abril. Os conteúdos mais procurados foram como lidar com o luto e a perda, como confeccionar máscaras caseiras e a saída do ministro Sérgio Moro do governo Bolsonaro. O jornal obteve ainda novas assinaturas digitais.
A mediação foi feita por Guilherme Amado, vice-presidente da Abraji.
Sobre o seminário Para comemorar o Dia Mundial de Liberdade de Imprensa (3 de maio), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Embaixada e os Consulados dos Estados Unidos no Brasil convidaram profissionais da mídia e alunos de jornalismo para participar, no dia 12 maio, do seminário virtual “Liberdade de imprensa durante a pandemia”.
Em pauta, alguns dos principais temas que preocupam e desafiam os profissionais da mídia ao redor mundo diante da crise global de saúde.
O Seminário conta também com apoio do Instituto Palavra Aberta, Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo - Projor e da Associação Nacional de Jornais - ANJ.





