Jornalistas discutem nova ferramenta “Sugestão dos Editores”, do Google News
A novela entre o jornalismo brasileiro e o Google ganhou, no final de setembro deste ano, mais um capítulo: a chegada da ferramenta “Sugestão dos Editores”, ou “Editor’s Pick”, como é mundialmente conhecida, ao Google Notícias.
Atualizado em 06/11/2013 às 15:11, por
Camilla Demario e Maurício Kanno.
O imbróglio entre a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a empresa norte-americana teve seu auge em outubro de 2012, quando 154 publicações on-line filiadas à entidade abandonaram o serviço, acusando o Google de lucrar com conteúdo alheio.
Desde então, cerca de 90% dos jornais brasileiros não permitem o redirecionamento do seu conteúdo para sites de buscas, sob a alegação de concorrência na escolha pelos anunciantes. Mas essa decisão não foi tomada subitamente. ANJ e Google negociaram, em 2010, a redução do número de caracteres da matéria exibidos no resultado da busca, diminuindo de três para uma linha de notícia que o internauta poderia ler sem precisar clicar no link.
Crédito:Divulgação Carlos Lindenberg Neto Uma solução encontrada para valorizar a página do Google Notícias, que desde a saída dos veículos sofre com a falta de conteúdo de qualidade atualizado, foi convidar editores de sites de notícias brasileiros para selecionar e recomendar aos leitores o melhor de seu conteúdo. “Enquanto a seleção de artigos no Google Notícias é baseada em algoritmos, as matérias que aparecem na Sugestão dos Editores, no lado direito da página, são escolhidas pelos editores daquela publicação parceira”, disse Newton Neto, Gerente de Desenvolvimento de Parcerias Estratégicas do Google, no blog oficial da empresa.
Além do Brasil, a Sugestão dos Editores está presente hoje em 15 países. “O Brasil foi apenas o lugar mais recente onde foi lançada. Não há nenhum acordo formal de parceria, basta o veículo se cadastrar para participar. É compromisso do Google levar aos seus usuários conteúdo de todos os tipos da forma mais rápida possível. Mais de 50 mil fontes de notícias são parceiras do Google Notícias no mundo inteiro e recebem mais de 6 bilhões de visitas por mês”, diz Flavia Sekles, head communications & public affairs do Google no Brasil.
Luciane Aquino, chief media officer (CMO) do Terra, um dos principais portais da América Latina, conta que a iniciativa da parceria surgiu do Google. “Na verdade foi bem legal, um privilégio para a gente, porque o Google nos procurou informando que iam lançar o serviço no Brasil e a gente topou na hora. Estamos desde o primeiro dia”, diz. Uma equipe de sete editores é responsável pela atualização do perfil em todas as plataformas, entre elas a mobile.
Novidades no ‘news’ Até o fechamento desta edição, a coluna contava com cerca de vinte veículos de diferentes regiões do país, entre eles os nacionais Veja , Marie Claire , R7 e Fox Sports. “Os veículos que estão ali são aqueles que se inscreveram e a ordem de apresentação é aleatória. O sistema se atualiza a cada três horas: se o editor não alimentar seu perfil com noticias ‘frescas’, a publicação desaparece da lista até que seja alimentado com conteúdo novamente”, explica Flávia.
O site Catraca Livre, um portal de notícias idealizado em 2009 por estudantes de cinco universidades paulistas e coordenado pelo jornalista e colunista da Folha de S.Paulo Gilberto Dimenstein, há dois anos possui projetos de “aprendizado” com o Google. “Conseguir essa parceria deixou o ‘Catraca’ em posição mais elevada, como player no mercado de comunicação. Passamos de blog para veículo de comunicação”, explica Diego Dias, analista de negócios do site.
“A gente está nessa parceria há muito pouco tempo, mas tem uma coisa interessante que é como a ‘mão contrária’ do Search Engine Optimization (SEO), porque o conteúdo que aparece no Google é editado na busca para que seja encontrado facilmente pelos usuários. Então essa é uma inserção de uma curadoria jornalística dentro do Google News, é complementar”, explica Luciane.
Crédito:Divulgação Luciane Aquino Um estudo realizado pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), e divulgado em abril deste ano feito com 75 sites de notícias, revelou que o volume de acessos cresceu 27% em 2012 no Brasil, alcançando uma média de 1,11 bilhão de páginas visitadas por mês. O número de internautas que visitam sites de notícias cresceu 39%, uma média de 25 milhões de visitantes por mês. “O nosso negócio, prazer e especialidade é gerar conteúdo de qualidade. É isso que a gente faz. E a gente quer que esse conteúdo chegue ao nosso usuário interessado onde ele estiver, e, evidentemente, o Google é um lugar onde os usuários estão procurando um conteúdo mais atualizado, variado, multimídia, multiplataforma.
Não havia nenhuma razão para não estarmos”, explica Luciane. Dias também comemora a parceria. “Essa proximidade com o Google fez com que estivéssemos mais próximos de um modelo de negócio inovador e entendermos como o mercado está se comportando em relação ao modelo de mídia tradicional e de comunicação em si. A gente vê aí uma série de declínios de veículos tradicionais, mas estamos conseguindo expandir.” Para Carlos Sandano, professor de comunicação e letras da Universidade Mackenzie, o serviço mostra “a necessidade das empresas jornalísticas de terem uma plataforma de divulgação, considerando os milhões de potenciais consumidores que Facebook e Google acabam oferecendo, assim como movimento entre o mercado editorial e a Amazon nos EUA, que surgiu como plataforma absolutamente abrangente de distribuição, acabando com a centralização do mercado livreiro”, diz.
Louros ou lucros? A ANJ segue firme em seu posicionamento contra a postura do Google, em busca de uma solução duradoura pelo reconhecimento do s direitos autorais dos produtores de conteúdo. “Reconhecemos que o Google é uma empresa criativa, mas lamentamos que desconheça os direitos dos produtores de conteúdo, o que é inaceitável. Estamos dispostos a negociar um acordo mutuamente vantajoso, mas não abrimos mão do reconhecimento dos direitos dos jornais sobre o conteúdo que produzem”, explica Carlos Lindenberg Neto, presidente da ANJ.
Ascânio Seleme, diretor de redação do O Globo, acredita que o jornal também é responsável pela impopularidade do Google Notícias no país graças a não adesão ao serviço. “É um sucesso no mundo inteiro e, por falta de conteúdo no Brasil, a audiência é ‘traço’. Se você precisa de uma notícia sobre mensalão, por exemplo, vai ler do Público, de Portugal, ou na Folha de Araçatuba, porque não são afiliadas da ANJ, e o leitor desiste, por isso não vingou”, diz.
Em fevereiro deste ano o Google fez um acordo até então inédito com o governo da França após a intervenção do presidente François Hollande na disputa entre a imprensa francesa e a empresa americana. Quatro meses depois foi a vez da Alemanha produzir um acordo próprio sobre o Google News, uma medida que começou a valer no primeiro dia de agosto deste ano e permite que os veículos de comunicação do país autorizem seletivamente a reprodução das notícias na ferramenta – todos os links não autorizados automaticamente são retirados.
Quando questionada sobre um possível enfraquecimento na busca por um melhor relaciona- mento da imprensa brasileira com o Google com a chegada do serviço, a ANJ acredita que a aproximação “não tem o objetivo de resolver as divergências existentes. As divergências, aliás, não são apenas com os jornais brasileiros. Na Europa os governos e a justiça tomaram decisões reconhecendo os direitos dos jornais”, lembra Lindenberg. “No Facebook as pessoas em geral ficam satisfeitas de ler as manchetes e seguem em frente.
No caso do Google Notícias, mesmo gerando tráfego, o anúncio on-line ainda não sustenta a produção jornalística da mesma maneira como acontecia com o impresso antes da internet. Isso precisa ser pensado antes de aderir ao serviço, já que o Google é quem mais ganha com anúncios”, diz Sandano. “Do ponto de vista do Google, é uma ferramenta que permite aos parceiros do Google News escolher e mostrar com destaque seu melhor conteúdo – uma forma ainda mais eficaz de levar cliques às suas páginas. A internet não existe sem conteúdo e os produtores de conteúdo sempre foram parte importante do nosso negócio. O AdSense, lançado em 2003, foi um dos primeiros negócios do Google, e apenas no ano passado nós compartilhamos mais de US$ 7 bilhões com editores e editoras que são nossos parceiros”, diz Flávia.
Da abertura à censura O professor Carlos Sandano lembra ainda que as empresas de tecnologia, com suas políticas próprias de divulgação, acabam se transformando em controladores de conteúdo, um papel tradicionalmente da imprensa. “O perigo é de se criar dependência das empresas jornalísticas com essa plataforma de distribuição e de serem essas empresas digitais as responsáveis por controlar de fato esse fluxo informativo pelos seus valores. Já houve casos da Apple Store ter bloqueado a versão espanhola de Superinteressante porque a capa sobre problema de disfunção erétil tinha um homem nu”, conta.
Já a revista americana The New Yorker foi censurada no Facebook por postar um cartum – publicado na versão impressa – que mostrava os mamilos de um casal. Na época, a publicação ironizou a política da empresa ao responder em seu site que “ao invés de lutar contra o Facebook nessa batalha, vamos apontar que a protuberância do mamilo feminino é potencialmente um problema sério, ainda sem cura, mas também sem vítimas. A não ser, claro, se você contar liberdade de expressão, senso comum e humor”.
O mesmo aconteceu com o jornal Folha de S. Paulo, que teve um de seus posts retirados da rede social porque apresentava a foto de um protesto ocorrido na Câmara Municipal de Porto Alegre em julho deste ano, em que os manifestantes estavam nus. Além de a reportagem ter sido apagada do perfil do jornal, o repórter responsável pela matéria teve sua conta suspensa por 24 horas. O Facebook não quis falar sobre o caso na época afirmando que a empresa não comenta casos específicos.
Procurados pela reportagem de IMPRENSA, o jornal O Estado de S. Paulo , o portal R7, da Record, a Editora Globo e a revista Veja – os dois últimos aderiram ao “Sugestão dos Editores” – também não quiseram se manifestar sobre o assunto.
Desde então, cerca de 90% dos jornais brasileiros não permitem o redirecionamento do seu conteúdo para sites de buscas, sob a alegação de concorrência na escolha pelos anunciantes. Mas essa decisão não foi tomada subitamente. ANJ e Google negociaram, em 2010, a redução do número de caracteres da matéria exibidos no resultado da busca, diminuindo de três para uma linha de notícia que o internauta poderia ler sem precisar clicar no link.
Crédito:Divulgação Carlos Lindenberg Neto Uma solução encontrada para valorizar a página do Google Notícias, que desde a saída dos veículos sofre com a falta de conteúdo de qualidade atualizado, foi convidar editores de sites de notícias brasileiros para selecionar e recomendar aos leitores o melhor de seu conteúdo. “Enquanto a seleção de artigos no Google Notícias é baseada em algoritmos, as matérias que aparecem na Sugestão dos Editores, no lado direito da página, são escolhidas pelos editores daquela publicação parceira”, disse Newton Neto, Gerente de Desenvolvimento de Parcerias Estratégicas do Google, no blog oficial da empresa.
Além do Brasil, a Sugestão dos Editores está presente hoje em 15 países. “O Brasil foi apenas o lugar mais recente onde foi lançada. Não há nenhum acordo formal de parceria, basta o veículo se cadastrar para participar. É compromisso do Google levar aos seus usuários conteúdo de todos os tipos da forma mais rápida possível. Mais de 50 mil fontes de notícias são parceiras do Google Notícias no mundo inteiro e recebem mais de 6 bilhões de visitas por mês”, diz Flavia Sekles, head communications & public affairs do Google no Brasil.
Luciane Aquino, chief media officer (CMO) do Terra, um dos principais portais da América Latina, conta que a iniciativa da parceria surgiu do Google. “Na verdade foi bem legal, um privilégio para a gente, porque o Google nos procurou informando que iam lançar o serviço no Brasil e a gente topou na hora. Estamos desde o primeiro dia”, diz. Uma equipe de sete editores é responsável pela atualização do perfil em todas as plataformas, entre elas a mobile.
Novidades no ‘news’ Até o fechamento desta edição, a coluna contava com cerca de vinte veículos de diferentes regiões do país, entre eles os nacionais Veja , Marie Claire , R7 e Fox Sports. “Os veículos que estão ali são aqueles que se inscreveram e a ordem de apresentação é aleatória. O sistema se atualiza a cada três horas: se o editor não alimentar seu perfil com noticias ‘frescas’, a publicação desaparece da lista até que seja alimentado com conteúdo novamente”, explica Flávia.
O site Catraca Livre, um portal de notícias idealizado em 2009 por estudantes de cinco universidades paulistas e coordenado pelo jornalista e colunista da Folha de S.Paulo Gilberto Dimenstein, há dois anos possui projetos de “aprendizado” com o Google. “Conseguir essa parceria deixou o ‘Catraca’ em posição mais elevada, como player no mercado de comunicação. Passamos de blog para veículo de comunicação”, explica Diego Dias, analista de negócios do site.
“A gente está nessa parceria há muito pouco tempo, mas tem uma coisa interessante que é como a ‘mão contrária’ do Search Engine Optimization (SEO), porque o conteúdo que aparece no Google é editado na busca para que seja encontrado facilmente pelos usuários. Então essa é uma inserção de uma curadoria jornalística dentro do Google News, é complementar”, explica Luciane.
Crédito:Divulgação Luciane Aquino Um estudo realizado pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), e divulgado em abril deste ano feito com 75 sites de notícias, revelou que o volume de acessos cresceu 27% em 2012 no Brasil, alcançando uma média de 1,11 bilhão de páginas visitadas por mês. O número de internautas que visitam sites de notícias cresceu 39%, uma média de 25 milhões de visitantes por mês. “O nosso negócio, prazer e especialidade é gerar conteúdo de qualidade. É isso que a gente faz. E a gente quer que esse conteúdo chegue ao nosso usuário interessado onde ele estiver, e, evidentemente, o Google é um lugar onde os usuários estão procurando um conteúdo mais atualizado, variado, multimídia, multiplataforma.
Não havia nenhuma razão para não estarmos”, explica Luciane. Dias também comemora a parceria. “Essa proximidade com o Google fez com que estivéssemos mais próximos de um modelo de negócio inovador e entendermos como o mercado está se comportando em relação ao modelo de mídia tradicional e de comunicação em si. A gente vê aí uma série de declínios de veículos tradicionais, mas estamos conseguindo expandir.” Para Carlos Sandano, professor de comunicação e letras da Universidade Mackenzie, o serviço mostra “a necessidade das empresas jornalísticas de terem uma plataforma de divulgação, considerando os milhões de potenciais consumidores que Facebook e Google acabam oferecendo, assim como movimento entre o mercado editorial e a Amazon nos EUA, que surgiu como plataforma absolutamente abrangente de distribuição, acabando com a centralização do mercado livreiro”, diz.
Louros ou lucros? A ANJ segue firme em seu posicionamento contra a postura do Google, em busca de uma solução duradoura pelo reconhecimento do s direitos autorais dos produtores de conteúdo. “Reconhecemos que o Google é uma empresa criativa, mas lamentamos que desconheça os direitos dos produtores de conteúdo, o que é inaceitável. Estamos dispostos a negociar um acordo mutuamente vantajoso, mas não abrimos mão do reconhecimento dos direitos dos jornais sobre o conteúdo que produzem”, explica Carlos Lindenberg Neto, presidente da ANJ.
Ascânio Seleme, diretor de redação do O Globo, acredita que o jornal também é responsável pela impopularidade do Google Notícias no país graças a não adesão ao serviço. “É um sucesso no mundo inteiro e, por falta de conteúdo no Brasil, a audiência é ‘traço’. Se você precisa de uma notícia sobre mensalão, por exemplo, vai ler do Público, de Portugal, ou na Folha de Araçatuba, porque não são afiliadas da ANJ, e o leitor desiste, por isso não vingou”, diz.
Em fevereiro deste ano o Google fez um acordo até então inédito com o governo da França após a intervenção do presidente François Hollande na disputa entre a imprensa francesa e a empresa americana. Quatro meses depois foi a vez da Alemanha produzir um acordo próprio sobre o Google News, uma medida que começou a valer no primeiro dia de agosto deste ano e permite que os veículos de comunicação do país autorizem seletivamente a reprodução das notícias na ferramenta – todos os links não autorizados automaticamente são retirados.
Quando questionada sobre um possível enfraquecimento na busca por um melhor relaciona- mento da imprensa brasileira com o Google com a chegada do serviço, a ANJ acredita que a aproximação “não tem o objetivo de resolver as divergências existentes. As divergências, aliás, não são apenas com os jornais brasileiros. Na Europa os governos e a justiça tomaram decisões reconhecendo os direitos dos jornais”, lembra Lindenberg. “No Facebook as pessoas em geral ficam satisfeitas de ler as manchetes e seguem em frente.
No caso do Google Notícias, mesmo gerando tráfego, o anúncio on-line ainda não sustenta a produção jornalística da mesma maneira como acontecia com o impresso antes da internet. Isso precisa ser pensado antes de aderir ao serviço, já que o Google é quem mais ganha com anúncios”, diz Sandano. “Do ponto de vista do Google, é uma ferramenta que permite aos parceiros do Google News escolher e mostrar com destaque seu melhor conteúdo – uma forma ainda mais eficaz de levar cliques às suas páginas. A internet não existe sem conteúdo e os produtores de conteúdo sempre foram parte importante do nosso negócio. O AdSense, lançado em 2003, foi um dos primeiros negócios do Google, e apenas no ano passado nós compartilhamos mais de US$ 7 bilhões com editores e editoras que são nossos parceiros”, diz Flávia.
Da abertura à censura O professor Carlos Sandano lembra ainda que as empresas de tecnologia, com suas políticas próprias de divulgação, acabam se transformando em controladores de conteúdo, um papel tradicionalmente da imprensa. “O perigo é de se criar dependência das empresas jornalísticas com essa plataforma de distribuição e de serem essas empresas digitais as responsáveis por controlar de fato esse fluxo informativo pelos seus valores. Já houve casos da Apple Store ter bloqueado a versão espanhola de Superinteressante porque a capa sobre problema de disfunção erétil tinha um homem nu”, conta.
Já a revista americana The New Yorker foi censurada no Facebook por postar um cartum – publicado na versão impressa – que mostrava os mamilos de um casal. Na época, a publicação ironizou a política da empresa ao responder em seu site que “ao invés de lutar contra o Facebook nessa batalha, vamos apontar que a protuberância do mamilo feminino é potencialmente um problema sério, ainda sem cura, mas também sem vítimas. A não ser, claro, se você contar liberdade de expressão, senso comum e humor”.
O mesmo aconteceu com o jornal Folha de S. Paulo, que teve um de seus posts retirados da rede social porque apresentava a foto de um protesto ocorrido na Câmara Municipal de Porto Alegre em julho deste ano, em que os manifestantes estavam nus. Além de a reportagem ter sido apagada do perfil do jornal, o repórter responsável pela matéria teve sua conta suspensa por 24 horas. O Facebook não quis falar sobre o caso na época afirmando que a empresa não comenta casos específicos.
Procurados pela reportagem de IMPRENSA, o jornal O Estado de S. Paulo , o portal R7, da Record, a Editora Globo e a revista Veja – os dois últimos aderiram ao “Sugestão dos Editores” – também não quiseram se manifestar sobre o assunto.





