Jornalistas demitidos ajudam a produzir revista que dá dicas para superar crise na Grécia

O jornalista grego Chris Alefantis, decidiu retratar de uma forma diferente a crise econômica na Grécia, que deixou três milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza.

Atualizado em 03/12/2013 às 16:12, por Redação Portal IMPRENSA.



"Queremos ser uma revista com bom humor, e sobretudo, com independência editorial", explica Alefantis. A publicação surgiu em fevereiro a partir de um time de futebol que o jornalista dirigiu e que em 2007 participou pela primeira vez na "Copa do Mundo de Pessoas sem Teto". Ao perceber que muitas das equipes eram patrocinadas por revistas, ele decidiu lançar o projeto.

Segundo a EFE, uma rede internacional de periódicos e a Fundação Niarchos ofereceram recursos tecnológicos e capital necessário para bancar o projeto durante um ano. "Pretendemos que no meio do próximo ano o projeto caminhe sozinho, a partir de patrocinadores, publicidade, assinaturas e vendas, porque não queremos depender de ninguém", ressaltou o diretor.

A revista é feita por jornalistas que recebem uma quantia simbólica, entre 50 e 60 euros por mês, e 140 vendedores, que ficam com a metade dos 3 euros — preço de cada exemplar. Todos eles são pessoas de classe média, "vítimas da crise financeira", afirma o diretor.

Lambros é um dos vendedores que, aos 52 anos, sofreu com a crise diversas vezes. "É a terceira vez que o Fundo Monetário Internacional me agarra; a primeira foi no Brasil, a segunda na Argentina e agora aqui, na Grécia".

Além da iniciativa, a Sjedía também promoveu o "café perimeni" ou "café pendente". A prática já é comum na Espanha, Itália e Argentina e consiste em deixar um café pago para uma pessoa que não pode comprá-lo.