Jornalistas debatem os desafios da produção de biografias não autorizadas no Brasil
Nesta terça-feira (8/10), o painel “Diálogos IV – Biografia: A dificuldade da produção não autorizada no Brasil”, da 2ª edição mídia.JOR, trouxe a jornalista e biógrafa Regina Echeverria, Rodrigo Rodrigues, apresentador do "Bate-Bola" da ESPN e o jornalista, escritor e documentarista André Ribeiro.
Atualizado em 08/10/2013 às 14:10, por
Alana Rodrigues*.
A mediação ficou a cargo de Thaís Naldoni, gerente de jornalismo de IMPRENSA.
Crédito:Alf Ribeiro Para os jornalistas, é essencial barrar a lei que proíbe biografias sem autorização
Os jornalistas debateram os impasses da produção de biografias no Brasil em consequência do Código Civil que proíbe o lançamento de biografias sem a autorização do retratado. “A história de uma pessoa pertence à humanidade”, afirma Regina que se diz muito pessimista em relação à lei. Para ela, um código que é votado por políticos que não querem se expor deixa de ser isentos na decisão.
“Outro problema é a rotulação de que biógrafos ganham muito”, relata André. Para ele, a classe de jornalistas escritores deve se reunir para ampliar o debate e o mercado editorial precisa ser mais transparente.
Rodrigo relatou as dificuldades que encontrou ao produzir a biografia da banda Blitz por conta da não autorização de alguns ex-integrantes da banda. Além disso, destacou a importância de contar histórias e não deixar de seguir com a obra. “Para mim a biografia é uma grande reportagem”, acrescenta.
Os jornalistas abordaram ainda os desafios de se fazer pesquisa no país e a oposição dos historiadores. “As biografias de grande sucesso são escritas por jornalistas, pois a linguagem é diferente, há uma facilidade maior de comunicar”, diz Regina, que trabalha atualmente na biografia da princesa Isabel.
Para os escritores, é essencial se dedicar em pesquisas, zelar pela apuração e não expor opiniões sobre os fatos. Segundo eles, deve-se ouvir os dois lados da história. “Tem que ter muita disciplina e dedicação”, concluiu Rodrigues.
Crédito:Alf Ribeiro Para os jornalistas, é essencial barrar a lei que proíbe biografias sem autorização
Os jornalistas debateram os impasses da produção de biografias no Brasil em consequência do Código Civil que proíbe o lançamento de biografias sem a autorização do retratado. “A história de uma pessoa pertence à humanidade”, afirma Regina que se diz muito pessimista em relação à lei. Para ela, um código que é votado por políticos que não querem se expor deixa de ser isentos na decisão.
“Outro problema é a rotulação de que biógrafos ganham muito”, relata André. Para ele, a classe de jornalistas escritores deve se reunir para ampliar o debate e o mercado editorial precisa ser mais transparente.
Rodrigo relatou as dificuldades que encontrou ao produzir a biografia da banda Blitz por conta da não autorização de alguns ex-integrantes da banda. Além disso, destacou a importância de contar histórias e não deixar de seguir com a obra. “Para mim a biografia é uma grande reportagem”, acrescenta.
Os jornalistas abordaram ainda os desafios de se fazer pesquisa no país e a oposição dos historiadores. “As biografias de grande sucesso são escritas por jornalistas, pois a linguagem é diferente, há uma facilidade maior de comunicar”, diz Regina, que trabalha atualmente na biografia da princesa Isabel.
Para os escritores, é essencial se dedicar em pesquisas, zelar pela apuração e não expor opiniões sobre os fatos. Segundo eles, deve-se ouvir os dois lados da história. “Tem que ter muita disciplina e dedicação”, concluiu Rodrigues.





