Jornalistas da Al-Jazeera são detidos no Egito; emissora pode ser proibida de atuar no país
O serviço em inglês da rede de televisão Al-Jazeera informou que quatro de seus jornalistas foram detidos por autoridades egípcias após tere
O serviço em inglês da rede de televisão Al-Jazeera informou que quatro de seus jornalistas foram detidos por autoridades egípcias, após terem realizado coberturas no Cairo. O correspondente Wayne Hay, o cinegrafista Adil Bradlow e os produtores Russ Finn e Baher Mohammed foram presos na última terça-feira (27/8).
De acordo com o Jornal do Comércio , em comunicado divulgado na última quinta-feira (29/8), a emissora afirmou que as detenções são “uma campanha particular contra a Al-Jazeera”. O serviço em inglês da emissora disse que as autoridades são responsáveis pela segurança dos jornalistas e exige sua libertação. As prisões aconteceram depois de a afiliada no Egito, a Al-Jazeera Mubashir Misr, ter sido atacada e seus funcionários detidos.
A agência de notícias oficial do Egito ressaltou que o governo interino qualificou a afiliada local da Al-Jazeera “uma ameaça nacional” e está perto de proibir as transmissões da TV. Segundo a agência Mena, três ministros do governo se reuniram e emitiram um comunicado afirmando que a TV está operando “ilegalmente” e usando transmissores de satélite sem licença.
Conforme informou a agência, os ministros alegaram que “a estação está espalhando boatos e reivindicações que são prejudiciais para a segurança nacional do Egito e ameaçam a unidade do país”.
O canal transmitiu declarações de líderes fugitivos da Irmandade Muçulmana. A rede, baseada no Catar, também exibe horas de protestos de partidários de Morsi e da Irmandade ao vivo. Também na última quinta-feira, a polícia prendeu mais dois membros do grupo.
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