Jornalistas cubanos são perseguidos por relatar efeitos da pandemia no país
A polícia do regime cubano interrogou no dia 1 de maio, por duas horas, um jornalista que publicou uma foto de um agente policial sem máscara de proteção em meio à crise sanitária deflagrada pelo novo coronavírus.
Atualizado em 07/05/2020 às 17:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Trata-se do jornalista Héctor Miguel Sierra, diretor do jornal Cimarrón de Mayabeque, que publicou a imagem e vem recebendo apoio do Instituto Cubano por la Libertad de Expresión y Prensa (ICLEP).
"Isso não pode ser publicado. Vou te multar e te colocar na cadeia", contou Sierra sobre as ameaças que sofreu de um dos policiais durante o interrogatório, ocorrido em uma unidade da Policía Nacional Revolucionária do município de Güines, en Mayabeque. Crédito:Reprodução CubaNet Policiais cubanos fazem patrulha
"Em um dado momento, o policial golpeou a mesa com o punho e gritou alertando que eu não poderia publicar imagens daquela natureza", prosseguiu Sierra sobre o interrogatório, acrescentando que também foi ameaçado a revelar suas fontes de informação.
O episódio terminou com uma advertência oficial contra o jornalista.
Segundo o ICLEP, a jornalista cubana e diretora do jornal Panorama Pinareño, Yusleidy Romero, também foi obrigada a prestar depoimento à polícia do país, neste caso por ter colocado música para tocar em sua casa no dia 29 de abril, quando fez aniversário.
Ainda segundo o ICLEP, não foi o primeiro episódio de assédio contra Romero. Em fevereiro sua casa foi invadida por agentes do governo, e em março ela foi interrogada e ameaçada de prisão por uma reportagem sobre a pandemia.





