Jornalistas criam recursos para cobertura dos Jogos Paralímpicos de 2016

No fim do ano passado, várias equipes formadas por mulheres jornalistas participaram de uma maratona de programação, conhecida como “hackatona”, com o intuito de expandir o conhecimento dos esportes e história dos Jogos Paralímpicos e promover mulheres no jornalismo digital.

Atualizado em 11/03/2016 às 14:03, por Gabriela Ferigato.


Patrocinado pelo Comitê Olímpico e Paralímpico da Rio 2016, o evento contou com a ajuda das Chicas Poderosas, organização fundada pela jornalista digital Mariana Santos. Os times vencedores foram As Ousadas e Perfis (confira as propostas abaixo), que poderão cobrir os Jogos Paralímpicos com os times de comunicação das Paraolimpíadas e Olimpíadas Rio 2016.
Crédito:reprodução/Facebook/Chicas Poderosas Evento, que aconteceu no ano passado, teve ajuda do grupo Chicas Poderosas De acordo com Adriana Garcia Martinez, diretora de comunicações da Rio 2016, quase sessenta jornalistas participaram do evento. Foram criados infográficos para comunicar as diferentes classes paralímpicas, um guia de boas práticas para lidar com pessoas com deficiência e infográficos listando a performance histórica de modalidades.
Para Adriana, o tema ainda é bastante novo no Brasil e o foco ainda está muito em cima dos Jogos Olímpicos. “Quando as pessoas perceberem que podem ver alta performance, brasileiros no pódio todo dia e conhecer os parques olímpicos a 10 reais o ingresso, irão com certeza procurar os ingressos quando os Jogos Olímpicos acabarem (dos 3 milhões de ingressos, 2 milhões têm ingressos a 10 reais, com meia entrada a 5 reais)”, comenta.
Em 2012, havia 21.000 membros da mídia acreditados para o Jogos Olímpicos e a expectativa para esse ano é que o número seja parecido. Sobre a estrutura oferecida para a imprensa, Adriana destaca que há uma área de Media Operations que se dedica a dar toda a infraestrutura informacional.
A Rede de Jornalistas Internacionais (IJNet) listou os principais projetos apresentados na hackatona.
As Ousadas As Ousadas desenvolveu um guia sobre como abordar pessoas com deficiências. Criado por Nathalia Levy, Camille Rodrigues, Beatriz Blanco e Jéssica Ferrara, o guia demonstra como interagir com pessoas com deficiências físicas, auditivas e visuais.
Chicas Funcionais Equipe criou um aplicativo interativo que ajuda as pessoas a entender o sistema de classificação do atletismo nos Jogos Paralímpicos. Para agrupar atletas com deficiências comparativas, o Comitê Paralímpico Internacional desenvolve diferentes classificações para cada evento em esportes como natação e atletismo. Por exemplo, um atleta com uma ou duas pernas protéticas nunca iria competir na corrida de 100 metros contra um atleta cego. Bianca Rosa, Mariana Ochs, Fabiana Martins, Beatriz Calado, Emily Canto Nunes, Lívia Aguiar e Valéria Zukeran contribuíram para o projeto.
Perfis Thaís Leão, Ana Paula Blower, Paula Grangeiro, Nathany Santos, Louise Tamiasi, Kiratiana Freelon e Cecília Boechat, criaram um infográfico que mostra a trajetória da atleta Roseane Ferreira dos Santos por meio de cronogramas e gráficos.
Partiu Fazer A equipe Partiu Fazer, composta por Dayany Espíndola, Anna Cruz, Iana Chan e Carolina Cavaleiro, criou uma série de infográficos que mostram o crescimento dos Jogos Paralímpicos nos últimos 30 anos. Entre 1984 e 2012, o número de países que competem nos Jogos Paralímpicos quase quadruplicou de 45 a 164. Os primeiros Jogos Paralímpicos foram em 1960 e apenas 400 atletas competiram. Quase 4.300 atletas competiram nos Jogos Paralímpicos de 2012 em Londres.
Site Sonoro Produziram uma webpage de áudio sobre os Jogos Paralímpicos que pode ser acessada por pessoas com deficiências visuais.
#Mulheresqueinspiram