Jornalistas continuam sendo principais alvos de extremistas políticos e terroristas
Jornalistas continuam sendo principais alvos de extremistas políticos e terroristas
Relatório da Federação Internacional dos Jornalistas - FIP, (na sigla em espanhol), divulgado neste mês, apontou que 97 jornalistas foram vitimas de alto nível de violência durante o ano de 2010. O informe mostra que os "meios de comunicação e jornalistas seguem sendo os principais alvos de extremistas, políticos, delinquentes e terroristas". Pelo menos 94 jornalistas e empregados de veículos morreram em 2010, vítimas de assassinatos, ataques com bombas ou incidentes como fogo cruzado entre facções. Outros três tiveram mortes acidentais relacionadas ao trabalho.Em 2009 o número de mortes foi de 139.
O levantamento da entidade também aponta que Paquistão é o primeiro na lista das zonas mais perigosas para os jornalistas em 2010. Em segundo lugar vem o México que teve os ataques intensificados após a ofensiva do governo contra o narcotráfico, seguido de Honduras e Iraque. "O número de quase uma centena de jornalistas assassinados é uma perda muito alta, que deveria provocar a reação dos governos de todo o mundo para proteger melhor aos profissionais de imprensa", afirmou o presidente da entidade Jim Boumelha.
O estudo foi coordenado com o Instituto Internacional de Segurança das Notícias (INSI). Entre os principais fatos estão a guerra contra a insurgência no Paquistão, o conflito do narcotráfico no México e a instabilidade política em Honduras. E outras situações de conflito em Somália, Filipinas e Iraque. A região mais mortífera pelo segundo ano consecutivo foi a região Ásia/Pacifico, com 38 jornalistas assassinados. Só no Paquistão foram 15 mortos. Além disso, todas as regiões do mundo sofrem com a violência, inclusive Europa, onde dia 28 de dezembro o chefe do Serviço de Segurança da Dinamarca afirmou que deteve cinco suspeitos de planejar um assalto contra um jornalista.
Leia mais






