Jornalistas contam porque trocaram grandes redações por novos rumos na comunicação
Nesta segunda-feira, (07/04) profissionais de comunicação de todo o Brasil comemoram o Dia do Jornalista. O cenário da imprensa nos últimos anos, no entanto, não inspira muita comemoração diante dos constantes casos de , e .
Atualizado em 07/04/2014 às 14:04, por
da redação*.
Apesar dos desafios de quem escolhe o jornalismo como profissão, há quem não abra mão do ofício. A grata surpresa é que esses desbravadores do mercado têm encontrado fora das grandes redações um terreno fértil para o trabalho.
Vislumbrando um cenário com menos horas extras e salários maiores, profissionais gabaritados da grande imprensa decidiram tomar novos rumos na carreira, sem deixar de lado a comunicação. “Ao longo dos anos, pude amadurecer a ideia de montar a minha empresa de comunicação corporativa. Fui reunindo elementos para não desembarcar no susto. Não quer dizer que foi fácil, mas houve menos solavancos”, conta Marc Tawil.
Crédito:Divulgação Marc Tawil tem passagens pelas rádios Jovem Pan e BandNews FM Em tempos em que a imprensa tem se mobilizado para discutir temas como a precarização da atividade e o futuro do jornalismo em meio às transformações trazidas pela internet, pensar fora da caixa tem sido a palavra da vez. Com passagens pela rádio Jovem Pan AM como editor de internacional, e âncora da BandNews FM, Tawil também ocupou um cargo de chefia no Jornal da Tarde , até que, em 2010, fundou a Dialoog. “Desde pequeno já tinha uma verve empreendedora. Enxerguei que poderia continuar fazendo comunicação, ter minha própria agenda e oportunidades de ganho”.
Sonho versus realidade Para o mercado como um todo, melhor seria mesmo se mais pessoas seguissem o caminho do empreendedorismo, defende a professora Adriana Gomes, do núcleo de desenvolvimento de pessoas da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Segundo ela, o problema é que a visão romântica de quem entra na faculdade já pensando em ser âncora ou repórter investigativo de uma grande publicação ainda impera. E pior: desestimula que os futuros profissionais inovem. “Na academia, falam que o único caminho nobre é o jornalismo investigativo, então, o aluno fica iludido, pensa que se não for trabalhar com isso vai ser escória do mundo, enquanto ele pode e deve abrir o leque de oportunidades”.
A jornalista Cristina Thomaz é uma das que não deixou o bonde passar. Apesar de admitir que, a princípio, torcia o nariz para a área de assessoria de imprensa. Hoje comemora satisfeita os 15 anos de sua agência, a Em Pauta Comunicação. Ela, que trabalhou em jornais de bairro e revistas segmentadas, defende que os colegas não podem se fechar em apenas um plano. “É preciso expandir os pensamentos, reavaliar o tempo todo o que fazemos. É claro que temos de ter uma meta, mas ela não pode nos tornar inflexíveis”.
Foram justamente as oportunidades de trabalho em assessoria de imprensa que fizeram Cristina migrar de área. “Montei a empresa com uma amiga da faculdade, e graças aos bons resultados, os clientes foram chegando, indicando outros e me vi completamente envolvida nesta nova função. Sinceramente, assessoria não me atraía, mas os bons resultados me motivaram a seguir”.
Crédito:Arquivo Pessoal A jornalista Cristina Thomaz confessou que torcia o nariz para a assessoria de imprensa, antes de investir na própria empresa O empreendedorismo acaba sendo uma boa saída também para profissionais sêniores da comunicação, que, por uma questão de sobrevivência financeira, são os primeiros a entrar nos cortes das empresas. Vera Saavedra Durão, ex-repórter especial do jornal Valor Econômico, é um exemplo. Com 35 anos de carreira, ajudou a fundar o veículo, mas foi demitida em maio do ano passado. “Foi uma coisa bem inesperada, mas hoje em dia você tem que estar preparado para tudo. De repente, essa história de corte de custos te pega de surpresa. São critérios que vão empobrecendo as redações. Jovens devem se preparar para ter uma alternativa. Os jornais hoje estão de olho nos custos, no retorno, pode acontecer com qualquer um”.
O jornalista Gilvan Ribeiro também foi pego de surpresa. Autor do best seller “Casagrande e Seus Demônios”, foi repórter especial e editor-assistente do caderno de esportes do Diário de S. Paulo, até ser demitido depois de 22 anos de casa. Apesar de lamentar a dinâmica que elimina profissionais das redações por causa de seus salários, ele se mostra otimista em relação ao ofício. “Tenho feito palestras para universitários, mas eu não chamo isso de plano B, porque nunca tive um. Eu só sei trabalhar com paixão. Não tenho uma visão negativa do ofício. Tem gente que enxerga um risco, que ele caminha para a extinção, não vejo assim, acho que tudo se transforma”.
Mudança de hábitos Você entra na faculdade de jornalismo com um caderno, uma caneta e milhares de expectativas. Escuta as histórias dos experientes professores falando sobre suas épocas douradas na grande imprensa, os tradicionais veículos por quais passaram e as importantes coberturas que fizeram.
Enquanto isso, só consegue vislumbrar um caminho para o seu futuro, o da mídia tradicional. De acordo com Adriana Gomes, da ESPM, há algumas pessoas que ainda são puristas em relação à carreira. “O mundo está mudando e é importante enxergar a nova realidade do mercado. Uma grande parcela dos jornalistas está em assessoria de imprensa, o que, para muitos, pode ainda não ser vista como a parte mais nobre”.
Cristina Thomas, da Agência Em Pauta Comunicação, afirma que a possibilidade de uma remuneração superior à que conseguiria como repórter e a flexibilidade do horário foram as principais vantagens que encontrou em assessoria. “Consegui acompanhar o crescimento do meu filho, hoje com nove anos. A rotina da redação é complicada: só tem hora para começar e há os plantões de final de semana. Somo tudo isso ao gosto que peguei por assessoria de imprensa. Aprendi que, além de ser jornalista, sou uma profissional de comunicação. Isso exige ter uma visão ampla do mercado e de todas as possibilidades que ele oferece”. Seguindo o mesmo raciocínio, Vanessa de Oliveira Peixoto, sócia-fundadora da Mídia Pane, reforça que, para estar na grande imprensa, é necessário gostar e muito, pois, ao mesmo tempo em que é uma função encantadora, é sacrificante. A Mídia Pane é especializada na comercialização de anúncios em sacos de pão.
Atualmente está localizada em 106 cidades em todo o Brasil, com 96 franqueados. “Acho o jornalismo pouco valorizado no Brasil: o aspecto financeiro, segurança, coisas que devem ser levadas em consideração. Em relação ao meu negócio, percebi que tenho motivação diária. Sem contar a flexibilidade de horário, ter uma renda maior, tudo isso é válido”.
Optar por um plano B de carreira vai depender do perfil de cada um. Marc Tawil, da Dialoog, afirma que não são todas as pessoas que tem a “veia” empreendedora e que sempre optam por trabalhar numa empresa, ter um chefe, receber em dia etc. “Se você empreender tem que saber que cliente entra e sai, é um risco. Tem que ter nervos para aguentar, além de uma visão de futuro”, completa. Tawil fez MBA em gestão empresarial e sempre faz cursos relacionados à área. “Invisto muito do meu tempo nesse sentido.
Crédito:Divulgação
Mirna Grzich mantém um portal sobre bem-estar e mídia zen Ter uma empresa, ainda que jornalística, te obriga a ser empresário. Tive que mudar, ao longo do tempo, a minha cabeça e o meu jeito de trabalhar”, ressalta. Após trabalhar em veículos como Veja, IstoÉ, além de ter atuado como correspondente internacional, Mirna Grzich optou por um caminho mais alternativo. Atualmente, além de atuar como terapeuta, mantém um site sobre meditação e bem-estar e é colunista do site Brasil Post, versão brasileira do The Huffington Post.
Criadora da revista Meditação em 1998, primeira dedicada ao tema no Brasil, pretende trazer a publicação repaginada para o on-line. O projeto inclui a TV e rádio Imaginaria no mesmo portal. “Deixei a grande imprensa pelo sonho de manter, com independência, um local que centralizasse todo o meu legado”, diz.
O futuro é agora Para Mirta Ojito, professora-assistente da Escola de Graduação em Jornalismo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, ao longo dos últimos anos, mais que o próprio mercado e os profissionais que fazem parte dele, o que mais mudou foi a forma que as pessoas consomem notícia. O antigo modelo, onde famílias se reuniam em torno da televisão ou recebiam o jornal no primeiro horário da manhã, se foi. “As pessoas mudaram e o jornalismo teve que mudar ao mesmo tempo. Hoje é algo muito móvel e de última hora. Esses são os principais desafios”.
De acordo com o diretor de educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Luiz Edmundo Rosa, há muito campo fora da grande mídia. Uma das opções, ainda pouco explorada, é a área de pesquisa. “Hoje tende a ser algo mais qualitativo do que quantitativo. E essa capacidade que o profissional de comunicação tem de ouvir, saber perguntar e provocar as pessoas enriquece muito esse campo”.
Outro caminho a seguir é em editoração. “Oferecer consultoria nesse segmento tem uma aplicação muito grande, como, por exemplo, definir a linha e forma de atuação de um site, além de elaborar um código de ética e de conduta para ele”. Porém, em qualquer área, o diretor da ABRH faz um alerta: muitas vezes quando o jornalista procura uma vaga, ele não sabe “vender” suas competências. “Quando uma empresa está contratando, ela espera que a pessoa traga soluções, que proponha coisas.
Hoje grande parte das posições são criadas por oportunidades”, completa. No final das contas, dentro ou fora das redações, o que fica é o dever de contribuir para um futuro de constante mudança, sem deixar de lado o apreço pela comunicação de qualidade. “Estamos fazendo o chamado futuro do jornalismo à medida que avançamos. Cabe a nós, na faculdade, mas também aos jornais, televisão, rádio e internet assegurar valores que tornem a atividade interessante e vital”, finaliza Mirta Ojito
* Camilla Demario, Danúbia Paraizo, Gabriela Ferigato e Jéssica Oliveira
Vislumbrando um cenário com menos horas extras e salários maiores, profissionais gabaritados da grande imprensa decidiram tomar novos rumos na carreira, sem deixar de lado a comunicação. “Ao longo dos anos, pude amadurecer a ideia de montar a minha empresa de comunicação corporativa. Fui reunindo elementos para não desembarcar no susto. Não quer dizer que foi fácil, mas houve menos solavancos”, conta Marc Tawil.
Crédito:Divulgação Marc Tawil tem passagens pelas rádios Jovem Pan e BandNews FM Em tempos em que a imprensa tem se mobilizado para discutir temas como a precarização da atividade e o futuro do jornalismo em meio às transformações trazidas pela internet, pensar fora da caixa tem sido a palavra da vez. Com passagens pela rádio Jovem Pan AM como editor de internacional, e âncora da BandNews FM, Tawil também ocupou um cargo de chefia no Jornal da Tarde , até que, em 2010, fundou a Dialoog. “Desde pequeno já tinha uma verve empreendedora. Enxerguei que poderia continuar fazendo comunicação, ter minha própria agenda e oportunidades de ganho”.
Sonho versus realidade Para o mercado como um todo, melhor seria mesmo se mais pessoas seguissem o caminho do empreendedorismo, defende a professora Adriana Gomes, do núcleo de desenvolvimento de pessoas da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Segundo ela, o problema é que a visão romântica de quem entra na faculdade já pensando em ser âncora ou repórter investigativo de uma grande publicação ainda impera. E pior: desestimula que os futuros profissionais inovem. “Na academia, falam que o único caminho nobre é o jornalismo investigativo, então, o aluno fica iludido, pensa que se não for trabalhar com isso vai ser escória do mundo, enquanto ele pode e deve abrir o leque de oportunidades”.
A jornalista Cristina Thomaz é uma das que não deixou o bonde passar. Apesar de admitir que, a princípio, torcia o nariz para a área de assessoria de imprensa. Hoje comemora satisfeita os 15 anos de sua agência, a Em Pauta Comunicação. Ela, que trabalhou em jornais de bairro e revistas segmentadas, defende que os colegas não podem se fechar em apenas um plano. “É preciso expandir os pensamentos, reavaliar o tempo todo o que fazemos. É claro que temos de ter uma meta, mas ela não pode nos tornar inflexíveis”.
Foram justamente as oportunidades de trabalho em assessoria de imprensa que fizeram Cristina migrar de área. “Montei a empresa com uma amiga da faculdade, e graças aos bons resultados, os clientes foram chegando, indicando outros e me vi completamente envolvida nesta nova função. Sinceramente, assessoria não me atraía, mas os bons resultados me motivaram a seguir”.
Crédito:Arquivo Pessoal A jornalista Cristina Thomaz confessou que torcia o nariz para a assessoria de imprensa, antes de investir na própria empresa O empreendedorismo acaba sendo uma boa saída também para profissionais sêniores da comunicação, que, por uma questão de sobrevivência financeira, são os primeiros a entrar nos cortes das empresas. Vera Saavedra Durão, ex-repórter especial do jornal Valor Econômico, é um exemplo. Com 35 anos de carreira, ajudou a fundar o veículo, mas foi demitida em maio do ano passado. “Foi uma coisa bem inesperada, mas hoje em dia você tem que estar preparado para tudo. De repente, essa história de corte de custos te pega de surpresa. São critérios que vão empobrecendo as redações. Jovens devem se preparar para ter uma alternativa. Os jornais hoje estão de olho nos custos, no retorno, pode acontecer com qualquer um”.
O jornalista Gilvan Ribeiro também foi pego de surpresa. Autor do best seller “Casagrande e Seus Demônios”, foi repórter especial e editor-assistente do caderno de esportes do Diário de S. Paulo, até ser demitido depois de 22 anos de casa. Apesar de lamentar a dinâmica que elimina profissionais das redações por causa de seus salários, ele se mostra otimista em relação ao ofício. “Tenho feito palestras para universitários, mas eu não chamo isso de plano B, porque nunca tive um. Eu só sei trabalhar com paixão. Não tenho uma visão negativa do ofício. Tem gente que enxerga um risco, que ele caminha para a extinção, não vejo assim, acho que tudo se transforma”.
Mudança de hábitos Você entra na faculdade de jornalismo com um caderno, uma caneta e milhares de expectativas. Escuta as histórias dos experientes professores falando sobre suas épocas douradas na grande imprensa, os tradicionais veículos por quais passaram e as importantes coberturas que fizeram.
Enquanto isso, só consegue vislumbrar um caminho para o seu futuro, o da mídia tradicional. De acordo com Adriana Gomes, da ESPM, há algumas pessoas que ainda são puristas em relação à carreira. “O mundo está mudando e é importante enxergar a nova realidade do mercado. Uma grande parcela dos jornalistas está em assessoria de imprensa, o que, para muitos, pode ainda não ser vista como a parte mais nobre”.
Cristina Thomas, da Agência Em Pauta Comunicação, afirma que a possibilidade de uma remuneração superior à que conseguiria como repórter e a flexibilidade do horário foram as principais vantagens que encontrou em assessoria. “Consegui acompanhar o crescimento do meu filho, hoje com nove anos. A rotina da redação é complicada: só tem hora para começar e há os plantões de final de semana. Somo tudo isso ao gosto que peguei por assessoria de imprensa. Aprendi que, além de ser jornalista, sou uma profissional de comunicação. Isso exige ter uma visão ampla do mercado e de todas as possibilidades que ele oferece”. Seguindo o mesmo raciocínio, Vanessa de Oliveira Peixoto, sócia-fundadora da Mídia Pane, reforça que, para estar na grande imprensa, é necessário gostar e muito, pois, ao mesmo tempo em que é uma função encantadora, é sacrificante. A Mídia Pane é especializada na comercialização de anúncios em sacos de pão.
Atualmente está localizada em 106 cidades em todo o Brasil, com 96 franqueados. “Acho o jornalismo pouco valorizado no Brasil: o aspecto financeiro, segurança, coisas que devem ser levadas em consideração. Em relação ao meu negócio, percebi que tenho motivação diária. Sem contar a flexibilidade de horário, ter uma renda maior, tudo isso é válido”.
Optar por um plano B de carreira vai depender do perfil de cada um. Marc Tawil, da Dialoog, afirma que não são todas as pessoas que tem a “veia” empreendedora e que sempre optam por trabalhar numa empresa, ter um chefe, receber em dia etc. “Se você empreender tem que saber que cliente entra e sai, é um risco. Tem que ter nervos para aguentar, além de uma visão de futuro”, completa. Tawil fez MBA em gestão empresarial e sempre faz cursos relacionados à área. “Invisto muito do meu tempo nesse sentido.
Crédito:Divulgação
Criadora da revista Meditação em 1998, primeira dedicada ao tema no Brasil, pretende trazer a publicação repaginada para o on-line. O projeto inclui a TV e rádio Imaginaria no mesmo portal. “Deixei a grande imprensa pelo sonho de manter, com independência, um local que centralizasse todo o meu legado”, diz.
O futuro é agora Para Mirta Ojito, professora-assistente da Escola de Graduação em Jornalismo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, ao longo dos últimos anos, mais que o próprio mercado e os profissionais que fazem parte dele, o que mais mudou foi a forma que as pessoas consomem notícia. O antigo modelo, onde famílias se reuniam em torno da televisão ou recebiam o jornal no primeiro horário da manhã, se foi. “As pessoas mudaram e o jornalismo teve que mudar ao mesmo tempo. Hoje é algo muito móvel e de última hora. Esses são os principais desafios”.
De acordo com o diretor de educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Luiz Edmundo Rosa, há muito campo fora da grande mídia. Uma das opções, ainda pouco explorada, é a área de pesquisa. “Hoje tende a ser algo mais qualitativo do que quantitativo. E essa capacidade que o profissional de comunicação tem de ouvir, saber perguntar e provocar as pessoas enriquece muito esse campo”.
Outro caminho a seguir é em editoração. “Oferecer consultoria nesse segmento tem uma aplicação muito grande, como, por exemplo, definir a linha e forma de atuação de um site, além de elaborar um código de ética e de conduta para ele”. Porém, em qualquer área, o diretor da ABRH faz um alerta: muitas vezes quando o jornalista procura uma vaga, ele não sabe “vender” suas competências. “Quando uma empresa está contratando, ela espera que a pessoa traga soluções, que proponha coisas.
Hoje grande parte das posições são criadas por oportunidades”, completa. No final das contas, dentro ou fora das redações, o que fica é o dever de contribuir para um futuro de constante mudança, sem deixar de lado o apreço pela comunicação de qualidade. “Estamos fazendo o chamado futuro do jornalismo à medida que avançamos. Cabe a nós, na faculdade, mas também aos jornais, televisão, rádio e internet assegurar valores que tornem a atividade interessante e vital”, finaliza Mirta Ojito
* Camilla Demario, Danúbia Paraizo, Gabriela Ferigato e Jéssica Oliveira






