Jornalistas chineses são ameaçados por população ao tentar fazer cobertura de conflitos

Jornalistas chineses são ameaçados por população ao tentar fazer cobertura de conflitos

Atualizado em 10/07/2009 às 17:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Conflitos na região chinesa de Xinjiang, no noroeste do país, têm afetado equipes de jornalistas que estão cobrindo os protestos. Segundo o Sindicato dos Jornalistas de Portugal, na última quarta-feira (8), sete repórteres e dois motoristas do jornal China Daily sofreram uma emboscada.

De propriedade do Partido Comunista Chinês, o jornal havia enviado duas equipes à região. Os profissionais foram intimidados por cerca de cem pessoas que portavam facas, barras de ferro e martelos, informou a imprensa chinesa. Um motorista sofreu ferimentos nas mãos.

Aidan White, secretário-geral da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), afirmou que "existe uma preocupação generalizada com o número de mortos e a escalada de violência em Xinjiang, sobretudo porque familiares, amigos e colegas de pessoas que estão na região não são capazes de ter informações sobre a situação".

Após o início dos motins, em 5 de julho, o governo chinês limitou ou impediu o acesso a sites e redes sociais, como o Facebook e o Twitter. Além disso, o Departamento Central de Propaganda mandou bloquear todos os artigos e mensagens sobre as manifestações, eliminando todas as referências online.

A FIJ pediu que as autoridades chinesas garantam segurança a todos os jornalistas, para que eles possam noticiar os acontecimentos.

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