Jornalistas brasileiros relatam tentativa de censura pela polícia do Egito
Jornalistas brasileiros relatam tentativa de censura pela polícia do Egito
Atualizado em 02/02/2011 às 18:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Correspondentes de publicações brasileiras relataram durante toda esta quarta-feira (2) episódios em que foram intimidados pelas forças de segurança do Egito em razão da cobertura dos conflitos no país.
Um dos hotéis da cidade do Cairo em que estão hospedados jornalistas de diversas partes do mundo (Hotel Ramsés) foi invadido por policiais e teve boa parte de seus quartos revistados, segundo relatos de correspondentes dos jornais O Estado de S. Paulo , Folha de S.Paulo e O Globo .
O jornalista Jamil Chade, correspondente do Estadão , relatou à rádio Eldorado FM ter sido vítima de intimidação por parte das forças de segurança no Egito.
Segundo Chade, um grupo de seis policiais invadiu o quarto em que ele está hospedado no Cairo, junto de outros jornalistas, à procura de câmeras fotográficas com registros dos protestos que aconteciam em uma praça próxima ao hotel.
"Três ou quatro deles estavam armados", disse Chade. Ele informou que os policiais "recomendaram" a eles que não tirassem fotos da sacada do hotel, onde os jornalistas se refugiaram depois que as manifestações se tornaram muito violentas.
Os jornalistas, segundo ele, não foram presos ou detidos para interrogatório pois no momento da invasão do quarto não estavam fotografando os protestos. (Ouça que Chade concedeu à rádio Eldorado).
Samy Adghirni, da , relatou intimidação parecida. Três homens invadiram o quarto do enviado especial, mas nada os identificava como policiais - trajavam ternos e demonstraram seriedade e profissionalismo durante a inspeção.
Atuando pelo jornal , Fernando Duarte contou que seu quarto também foi invadido, mas a postura dos homens foi menos cordial que nos casos anteriores, ordenando que não fossem feitas mais imagens dos protestos. "Meu quarto é invadido por quatro seguranças do Ramsés Hotel ordenando o fim de imagens dos tumultos. Depois de ver o Exército invadir o 24º andar para confiscar câmeras da al-Jazeera na terça-feira, obedeço sem um pio", escreveu.
Os relatos de violência contra profissionais de imprensa não se restringe apenas aos jornalistas brasileiros; profissionais das redes BBC, Al Jazeera, CNN, Al-Arabiya e ABC News foram vítimas de agressão e em algum momento também foram intimidados.
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Um dos hotéis da cidade do Cairo em que estão hospedados jornalistas de diversas partes do mundo (Hotel Ramsés) foi invadido por policiais e teve boa parte de seus quartos revistados, segundo relatos de correspondentes dos jornais O Estado de S. Paulo , Folha de S.Paulo e O Globo .
O jornalista Jamil Chade, correspondente do Estadão , relatou à rádio Eldorado FM ter sido vítima de intimidação por parte das forças de segurança no Egito.
Segundo Chade, um grupo de seis policiais invadiu o quarto em que ele está hospedado no Cairo, junto de outros jornalistas, à procura de câmeras fotográficas com registros dos protestos que aconteciam em uma praça próxima ao hotel.
"Três ou quatro deles estavam armados", disse Chade. Ele informou que os policiais "recomendaram" a eles que não tirassem fotos da sacada do hotel, onde os jornalistas se refugiaram depois que as manifestações se tornaram muito violentas.
Os jornalistas, segundo ele, não foram presos ou detidos para interrogatório pois no momento da invasão do quarto não estavam fotografando os protestos. (Ouça que Chade concedeu à rádio Eldorado).
Samy Adghirni, da , relatou intimidação parecida. Três homens invadiram o quarto do enviado especial, mas nada os identificava como policiais - trajavam ternos e demonstraram seriedade e profissionalismo durante a inspeção.
Atuando pelo jornal , Fernando Duarte contou que seu quarto também foi invadido, mas a postura dos homens foi menos cordial que nos casos anteriores, ordenando que não fossem feitas mais imagens dos protestos. "Meu quarto é invadido por quatro seguranças do Ramsés Hotel ordenando o fim de imagens dos tumultos. Depois de ver o Exército invadir o 24º andar para confiscar câmeras da al-Jazeera na terça-feira, obedeço sem um pio", escreveu.
Os relatos de violência contra profissionais de imprensa não se restringe apenas aos jornalistas brasileiros; profissionais das redes BBC, Al Jazeera, CNN, Al-Arabiya e ABC News foram vítimas de agressão e em algum momento também foram intimidados.
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