Jornalistas brasileiros recebem prêmios Rei da Espanha e Dom Quixote
O Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa e jornalistas do Brasil, Portugal, Bolívia, Uruguai, Espanha, Peru e Colômbia receberam, na última terça-feira (12/1), os Prêmios Rei da Espanha de Jornalismo e o Dom Quixote.
Atualizado em 13/01/2016 às 11:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Vargas Llosa e do Brasil, Portugal, Bolívia, Uruguai, Espanha, Peru e Colômbia receberam, na última terça-feira (12/1), os Prêmios Rei da Espanha de Jornalismo e o Dom Quixote.
Segundo a Efe, foram inscritos mais de 185 trabalhos de 18 países em seis categorias. Llosa foi agraciado com o prêmio Dom Quixote pelo texto "Cuzco no tempo", publicado pelo El País, em janeiro do ano passado. Nele, o autor relata suas impressões da cidade peruana depois de anos sem visitá-la.
Em entrevista à agência de notícias, o escritor destacou que o jornalismo "perdeu a seriedade e a influência que tinha". Ele avalia que a profissão foi banalizada e se transformou em uma forma de entretenimento. "Salvo exceções de uma minoria que se interessa pelo jornalismo de investigação ou de opinião, o jornalismo é um instrumento de diversão".
A fotógrafa brasileira Márcia Foletto foi premiada por uma imagem da série de fotografias "Os miseráveis", sobre a pobreza no Rio de Janeiro (RJ). O trabalho foi publicado pelo jornal O Globo , em maio de 2015.
Crédito:Divulgação Fotógrafa Márcia Foletto (foto) recebe prêmio internacional
Na categoria TV, a premiação foi para a reportagem "Kalungas: As eternas escravas", sobre a exploração sexual de mulheres, exibido pela Record e produzido pela equipe dirigida por Marcelo Magalhães.
O troféu de Rádio foi para o programa "Praça Municipal", na emissora Fides. A atração denunciou a morte e os maus-tratos às mulheres na Bolívia e foi produzida por Abdel Padilla Vargas e José Luis Mendoza.
Já a categoria Imprensa ficou com o trabalho "Quem é o filho que Antônio deixou na guerra", sobre os filhos de ex-combatentes portugueses com mulheres africanas durante a guerra colonial de Portugal. A reportagem foi veiculada no jornal Público .
Neste ano, o júri recuperou o Prêmio Ibero-americano de Jornalismo, entregue ao espanhol Carlos Herrera pelo artigo "Zabludovsky", publicado no jornal espanhol ABC , em julho do ano passado.
O prêmio Rei da Espanha é patrocinado pelo grupo internacional de construção e concessões OHL e concede seis mil euros cada (R$ 26 mil), além de uma escultura em bronze do artista Joaquín Vaquero Turcios. Já o Dom Quixote, conta com apoio da empresa pública espanhola Tragsa, entrega nove mil euros (R$ 38,7 mil). Eles são oferecidos pela EFE e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional.
Segundo a Efe, foram inscritos mais de 185 trabalhos de 18 países em seis categorias. Llosa foi agraciado com o prêmio Dom Quixote pelo texto "Cuzco no tempo", publicado pelo El País, em janeiro do ano passado. Nele, o autor relata suas impressões da cidade peruana depois de anos sem visitá-la.
Em entrevista à agência de notícias, o escritor destacou que o jornalismo "perdeu a seriedade e a influência que tinha". Ele avalia que a profissão foi banalizada e se transformou em uma forma de entretenimento. "Salvo exceções de uma minoria que se interessa pelo jornalismo de investigação ou de opinião, o jornalismo é um instrumento de diversão".
A fotógrafa brasileira Márcia Foletto foi premiada por uma imagem da série de fotografias "Os miseráveis", sobre a pobreza no Rio de Janeiro (RJ). O trabalho foi publicado pelo jornal O Globo , em maio de 2015.
Crédito:Divulgação Fotógrafa Márcia Foletto (foto) recebe prêmio internacional
Na categoria TV, a premiação foi para a reportagem "Kalungas: As eternas escravas", sobre a exploração sexual de mulheres, exibido pela Record e produzido pela equipe dirigida por Marcelo Magalhães.
O troféu de Rádio foi para o programa "Praça Municipal", na emissora Fides. A atração denunciou a morte e os maus-tratos às mulheres na Bolívia e foi produzida por Abdel Padilla Vargas e José Luis Mendoza.
Já a categoria Imprensa ficou com o trabalho "Quem é o filho que Antônio deixou na guerra", sobre os filhos de ex-combatentes portugueses com mulheres africanas durante a guerra colonial de Portugal. A reportagem foi veiculada no jornal Público .
Neste ano, o júri recuperou o Prêmio Ibero-americano de Jornalismo, entregue ao espanhol Carlos Herrera pelo artigo "Zabludovsky", publicado no jornal espanhol ABC , em julho do ano passado.
O prêmio Rei da Espanha é patrocinado pelo grupo internacional de construção e concessões OHL e concede seis mil euros cada (R$ 26 mil), além de uma escultura em bronze do artista Joaquín Vaquero Turcios. Já o Dom Quixote, conta com apoio da empresa pública espanhola Tragsa, entrega nove mil euros (R$ 38,7 mil). Eles são oferecidos pela EFE e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional.





