Jornalistas brasileiros detidos no Egito devem regressar ao Brasil nesta sexta

Jornalistas brasileiros detidos no Egito devem regressar ao Brasil nesta sexta

Atualizado em 04/02/2011 às 09:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Os jornalistas brasileiros Corban Costa e Gilvan Rocha, que foram presos no Cairo, Egito, na última quinta-feira (03), devem voltar ao Brasil nesta sexta (04). A dupla foi ao país para cobrir os protestos contra o presidente Hosni Mubarak, porém, ao desembarcarem, foram detidos, vendados e tiveram passaportes e equipamentos apreendidos.
Segundo informações do "Bom Dia Brasil", a Embaixada brasileira no Egito e o Ministério das Relações Exteriores protestaram contra a prisão dos dois profissionais de imprensa, e pediram às autoridades egípcias para tomarem medidas para garantir as liberdades civis e integridade física da população e dos estrangeiros no país.
Sobre a detenção, Costa afirmou que chegou a temer pela sua segurança. "A pressão psicológica foi muito grande. Em alguns momentos eu temi pela minha vida, mas graças a Deus nada aconteceu". Os jornalistas ficaram detidos durante 18 horas, e ao serem soltos, foram enviados diretamente ao aeroporto.
As manifestações de rua no Egito começaram no dia 25 de janeiro, de forma pacífica. Opositores de Mubarak exigem a saída do líder, que está há 30 anos no poder. O presidente anunciou que não concorrerá às eleições de setembro, mas pediu um prazo para deixar o cargo, que não foi atendido.
Na última quarta (02), militantes pró-governo passaram a agredir civis e jornalistas estrangeiros que estavam no país acompanhando as manifestações da Praça Tahrir - que atingiram o ápice da violência. De acordo com O Estado de S. Paulo , 13 pessoas foram mortas nos confrontos desta semana e centenas estão feridas e desaparecidas.
Na quinta, os EUA pressionaram o Egito a iniciar imediatamente as negociações para a transição política. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, condenou os ataques feitos à imprensa. "Há uma campanha para intimidar os jornalistas internacionais e interferir nas suas reportagens. Condenamos essas ações", afirmou.
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