Jornalistas bolivianos rejeitam lei de Evo Morales sobre telecomunicações
A Confederação de Trabalhadores da Imprensa da Bolívia rejeitou a promulgação da Lei Geral de Telecomunicações, Tecnologias de Informação e
Comunicação que o presidente boliviano Evo Morales promulgou. Esta lei estabelece novas regras na distribuição de frequências de rádio e televisão, transmissão de mensagens presidenciais e autorização de grampos telefônicos em casos excepcionais. As informações são do site .
De acordo com a Confederação, a Lei de Telecomunicações "atenta contra as liberdades de expressão e de informação". Analistas acreditam que o Estado controlará 67% das emissões de rádio e TV devido à afinidade de Morales com as organizações indígenas e sociais, pois a lei outorgará 33% do "espectro eletromagnético" ao governo, igual percentual ao setor privado, 17% ao setor social comunitário e 17% aos indígenas e campesinos.
A Associação de Jornalistas de La Paz informou que recorrerá à Organização dos Estados Americanos (OEA), à Corte Interamericana de Direitos Humanos e à União Internacional de Telecomunicações para denunciar as supostas violações a princípios da lei. Organizações jornalísticas disseram que a autorização de escutas telefônicas pode interferir na privacidade das pessoas.
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