Jornalistas bolivianos falam sobre a pressão jurídica de Evo Morales contra a imprensa

Com um discurso altamente alinhado com seus vizinhos Venezuela e Equador quando o assunto é imprensa, o presidente boliviano Evo Morales nãoenfrenta um bom momento em seu governo.

Atualizado em 09/10/2012 às 15:10, por Luiz Gustavo Pacete.

Protestos constantes e greves que se estendem há meses em minas espalhadas pelo país tomam conta do noticiário local.

Mais recentemente, assim que discursou na 67º Assembleia da ONU, em Nova York, Morales também reacendeu uma disputa diplomática com seu vizinho do sul, o Chile, acusando o país de cercear seu acesso ao mar.

Mesmo com tantas crises a serem contidas, o presidente se ocupa de ver na imprensa do país um inimigo em comum e se utiliza da lei para impedir manifestações críticas a seu governo.
Raul Peñaranda, diretor do jornal Página Siete , veículo que está sendo processado pelo presidente, destaca que a integridade física dos jornalistas está mantida, já que ameaças físicas no país não são comuns. No entanto, do ponto de vista jurídico a situação é complicada.

Por outro lado, Juan Leon, diretor da Associação Nacional de Imprensa, conta que o presidente não se recusa a falar com a imprensa, mas é enérgico e hostil com os veículos que ele considera oposição.