Jornalistas alemães se recusam denunciar envolvidos em matéria sobre doping na China
Jornalistas alemães se recusam denunciar envolvidos em matéria sobre doping na China
Jornalistas alemães se recusam denunciar envolvidos em matéria sobre doping na China
O governo chinês protestou contra uma reportagem da emissora alemã ARD transmitida no dia 21 de julho sobre comércio ilegal de doping genético no país, e exigiu que os jornalistas divulgassem os nomes das fontes.
Disfarçado de treinador de natação, um repórter usou uma câmera oculta para mostrar médicos de um hospital chinês oferecendo um tratamento com células-tronco de cordão umbilical, que custaria 24 mil dólares.
Os jornalistas alemães não encontraram provas do incentivo do doping pelo governo nos esportes de competição. Entretanto, após a transmissão a China criticou em vários meios de comunicação a "covardia" dos autores da reportagem, que impediram a identificação dos médicos nas imagens.
Apesar da pressão de Pequim, os jornalistas se recusaram a revelar a identidade dos envolvidos na matéria. Jo Goll, um dos autores da reportagem, assegurou que o caso filmado não é uma exceção no país: "Constatamos que a tendência de doping nas províncias é bem grande, pois lá a competição é muito forte mesmo, e também porque a atração financeira tem um peso grande na China."
Segundo o diretor geral da Agência Antidoping chinesa, Du Jijun, os atletas chineses foram submetidos a 10.238 testes de doping em 2007, 74% fora de competições. Apenas 0,4% dos testes foram positivos.
As informações são da agência Deutsche Welle
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