Jornalistas acusados de extorquir políticos acessavam dados com senhas de servidores

Os jornalistas acusados de extorquir políticos e empresários no Mato Grosso acessavam dados sigilosos do ISS da prefeitura de Cuiabá (MT) com login e senha de servidores públicos.

Atualizado em 21/03/2016 às 19:03, por Redação Portal IMPRENSA.

Um dos funcionários, teria vazado aos profissionais as informações restritas.

De acordo com o portal CenárioMT, o inquérito que investiga os crimes de extorsão e coação deve ser concluído pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (21/3). Segundo as investigações, os os profissionais participaram nos crimes de coação e extorsão de pessoas, que teriam sido obrigadas a pagar entre 100 a 300 mil para não ter informações divulgadas nos veículos.
Na Operação "Liberdade de Extorsão", da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), a PF prendeu quatro jornalistas do Grupo Milas Comunicação — Antônio Carlos Milas de Oliveira, dono do Jornal Centro Oeste Popular, os filhos dele Maycon e Max Feitosa Milas, do Notícia Max, além de Naedson Martins da Silva, editor chefe do Brasil Notícias e Antônio Peres Pacheco.
Uma das vítimas do grupo teria sido o ex-secretário de estado da Casa Civil, Pedro Nadaf, preso desde setembro de 2015 por suspeita de fraude na concessão de incentivos fiscais. Após o início da operação, outras quatro vítimas procuraram a Defaz para dizer denunciar os jornalistas.
O jornalista Antonio Peres Pacheco e o auditor da prefeitura de Cuiabá, Walmir Correa, foram detidos provisoriamente e já foram libertados.