Jornalistas acham que Bagdá continua muito perigosa, diz pesquisa
Jornalistas acham que Bagdá continua muito perigosa, diz pesquisa
Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28) aponta que 90% dos jornalistas norte-americanos no Iraque dizem que continua sendo muito perigoso freqüentar grande parte de Bagdá, apesar da recente redução na violência atribuída ao reforço militar enviado por Washington.
O levantamento, feito pela empresa Pew Research Center, de Washington, mostrou também que muitos jornalistas dos EUA acreditam que a cobertura da imprensa mostra um quadro positivo demais do conflito.
Outra pesquisa feita pela Pew e divulgada na última terça-feira (27) havia indicado que 48% dos norte-americanos acreditam que o esforço militar dos EUA no Iraque vai bem ou bastante bem, alta significativa em relação aos 34 % de junho.
Por outro lado, a maioria dos jornalistas acredita que a violência e o risco cresceram durante o período em que passaram no país.
Os jornalistas que mais enfrentam o perigo são os próprios iraquianos, a quem muitas vezes cabem as pautas feitas fora da chamada Zona Verde (área protegida da capital, onde ficam órgãos públicos e embaixadas), segundo a pesquisa.
Nos últimos 12 meses, 58% dos órgãos de imprensa que atuam em Bagdá registraram assassinato ou seqüestro de colaboradores iraquianos, disse a pesquisa. Cerca de dois terços dos veículos de comunicação dizem que seus funcionários sofrem ameaças físicas e verbais várias vezes por mês.
"Os jornalistas - a maioria deles veteranos correspondentes de guerra - descrevem as condições no Iraque como as mais perigosas que já encontraram, e isso, acima de tudo, está influenciando seus relatos", disseram os autores de um relatório que acompanha os dados.
Pelo menos 122 jornalistas e 41 colaboradores foram mortos no Iraque desde a invasão norte-americana, em 2003, de acordo com o Comitê para a Proteção de Jornalistas. Cerca de 85 % das vítimas eram iraquianas.
O Projeto Pew para a Excelência no Jornalismo ouviu 111 jornalistas, que trabalharam no Iraque para 29 órgãos de comunicação, dos quais 28 norte-americanos. A pesquisa foi feita de 28 de setembro e 7 de novembro. Com informações da Reuters.
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