Jornalista venezuelano é obrigado a apagar imagens de protesto de médicos
O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP, na sigla em espanhol) denunciou nesta segunda (11) que o jornalista Luis López, do jornal La Verdad Vargas, foi obrigado pela Guarda Nacional Bolivariana a apagar vídeos feitos em seu celular de um protesto de médicos ocorrido na cidade de Guaira, capital do estado de Vargas.
Atualizado em 12/05/2020 às 18:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Ao notar que o jornalista faziam imagens do ato, as autoridades o cercaram, intimidaram e tomaram seu celular para se certificar de que os vídeos do protesto haviam sido apagados. O jornalista foi ameaçado de prisão caso não apagasse os arquivos. Crédito: Reprodução Twitter Caso ocorreu na cidade de Gauira, capital do estado de Vargas
Os médicos protestavam contra a falta de gasolina enfrentada pelas equipes de saúde locais.
Relator especial para liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Edison Lanza condenou a violência contra o jornalista venezuelano.
"Obrigar os jornalistas a eliminar registros de protestos feitos em seus celulares tem sido uma forma sistemática de supressão da liberdade de expressão na Venezuela", alertou Lanza.





