Jornalista seqüestrado no Paquistão
Jornalista seqüestrado no Paquistão
Um grupo de homens armados raptou o repórter paquistanês Hayatullah Khan, na tarde de hoje. O jornalista dirigia nas proximidades da cidade de Mir Ali, região que faz fronteira com o Afeganistão, onde circulam rumores de que um comandante do grupo terrorista Al-Qaeda foi assassinado por uma explosão.
As autoridades confirmaram o seqüestro e alegaram que o caso já está em investigação. Segundo a agência árabe Al-Jazira, não há indícios de que o rapto tenha conexão com o trabalho de Khan, que cobria a editoria de segurança para vários veículos, inclusive para o jornal diário The Nation, uma publicação em língua inglesa.
O jornalista apurava a suposta morte de Abu Hamza Rabia, do alto comando da Al-Qaeda, por uma explosão numa casa no vilarejo de Haisori, na quinta-feira passada (01/12). No atentado outros quatro terroristas teriam morrido.
Embora as autoridades do Paquistão aleguem que a explosão foi causada por materiais que seriam usados na fabricação de bombas, testemunhas alegam que mísseis foram disparados, causando a morte de Rabia.
Durante o dia de ontem, Khan tirou fotos de fragmentos de mísseis com identificações americanas, encontrados pelos moradores do local, e as enviou para uma agência de imagens.
O presidente paquistanês Pervez Musharraf disse, em visita ao Kuwait, que a morte de Abu Hamza Rabia estava "500% confirmada", graças a mensagens interceptadas pela inteligência militar do país. Seu corpo, entretanto, não foi encontrado.






