Jornalista sequestrada e torturada por paramilitares recusa indenização do Estado
A jornalista colombiana Jineth Bedoya, sequestrada por paramilitares da (Auto Defensas Unidas da Colômbia (AUC) em 2000, anunciou que não aceitará a indenização que recebeu do Estado por ter sido vítima de sequestro, tortura e abuso sexual.
Atualizado em 12/05/2016 às 14:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
por paramilitares da (Auto Defensas Unidas da Colômbia (AUC) em 2000, anunciou que não aceitará a indenização que recebeu do Estado por ter sido vítima de sequestro, tortura e abuso sexual.
Crédito:Reprodução Jineth renunciou ao dinheiro pela dignidade das outras vítimas
Segundo o portal 20 minutos, a Unidade de Cuidados do Estado e Reparação havia determinado uma indenização de 24.640,000 pesos (equivalente a 8.270 dólares). "Eu renuncio pelos meus direitos e pela dignidade de muitas vítimas", declarou a jornalista durante uma entrevista coletiva.
Jineth foi sequestrada em 25 de maio de 2000 quando foi à prisão para entrevistar o chefe paramilitar Mario Jaimes Mejía, também chamado de "el Panadero". Ela foi interceptada na entrada do presídio e levada para uma fazenda de Villavicencio, onde paramilitares torturaram e abusaram sexualmente dela. Na noite do mesmo dia, foi abandonada próxima a uma delegacia.
Em fevereiro, o ex-paramilitar da AUC, Alejandro Cárdenas Orozco, também conhecido como "JJ", foi condenado a 11 anos e 5 meses de prisão pelo sequestro e tortura da jornalista. Ele confessou o crime em 2011. Mejía também confirmou participação no crime e pediu desculpas públicas, mas negou ter estuprado a profissional.
Crédito:Reprodução Jineth renunciou ao dinheiro pela dignidade das outras vítimas
Segundo o portal 20 minutos, a Unidade de Cuidados do Estado e Reparação havia determinado uma indenização de 24.640,000 pesos (equivalente a 8.270 dólares). "Eu renuncio pelos meus direitos e pela dignidade de muitas vítimas", declarou a jornalista durante uma entrevista coletiva.
Jineth foi sequestrada em 25 de maio de 2000 quando foi à prisão para entrevistar o chefe paramilitar Mario Jaimes Mejía, também chamado de "el Panadero". Ela foi interceptada na entrada do presídio e levada para uma fazenda de Villavicencio, onde paramilitares torturaram e abusaram sexualmente dela. Na noite do mesmo dia, foi abandonada próxima a uma delegacia.
Em fevereiro, o ex-paramilitar da AUC, Alejandro Cárdenas Orozco, também conhecido como "JJ", foi condenado a 11 anos e 5 meses de prisão pelo sequestro e tortura da jornalista. Ele confessou o crime em 2011. Mejía também confirmou participação no crime e pediu desculpas públicas, mas negou ter estuprado a profissional.





