Jornalista se manifesta em frente à sede da ONU pelo direito de publicar diário satírico

O jornalista marroquino Ali Lmrabet está há mais de vinte dias se manifestando em frente à sede do Conselho de Direitos Humanos daOrganização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, por ter sido proibido de renovar alguns documentos pessoais que o impedem de publicar um jornal satírico.

Atualizado em 10/07/2015 às 15:07, por Redação Portal IMPRENSA.

há mais de vinte dias se manifestando em frente à sede do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, por ter sido proibido de renovar alguns documentos pessoais que o impedem de publicar um jornal satírico. Durante o período, o repórter também passa por uma greve de fome.

Crédito:Reprodução Jornalista faz greve de fome para tentar liberar documentos e publicar jornal
Segundo o El País , o jornalista, que já foi sentenciado e impedido de atuar na profissão durante dez anos – entre 2005 e 2015 – agora se manifesta sobre um possível impedimento na renovação de seu passaporte e cartão de residência. A falta dos dois documentos o impedem de lançar um periódico em árabe.

Durante uma das manifestações, Lmrabet usou papelões para listar todas as condenações que já recebeu. "O que realmente mudou no Marrocos? Ali Lmrabet, jornalista independente. Em 2000, teve seu diário Demain proibido de circular. 2001, condenado a quatro meses de prisão. 2003, quatro anos de prisão e o encerramento de seu jornal Demain e revista Douman . 2005, condenado a não exercer a profissão durante dez anos. 2015, autoridades se recusam a renovar seus documentos", dizia o cartaz.

No início do mês de julho, o embaixador do Marrocos em Genebra, Mohamed Auyar, desmentiu a informação de que o governo marroquino teria se recusado a renovar os documentos do jornalista. "Não há decisão judicial privando Lmrabet de ter a renovação de seus documentos".